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Agora Santa Inês - Depressão, uma boa conversa nos ajuda muito!

Depressão, uma boa conversa nos ajuda muito!

A depressão permanece fazendo estragos e se mantém incólume em sua trajetória destrutiva e de gerar dores e sofrimentos. Crianças, adolescentes, adultos e idosos, ninguém escapa dela. A Organização Mundial da Saúde – OMS, esse ano, no dia 10 de outubro, quando se comemora o dia Mundial da Saúde Mental, insistiu no programa Depressão: vamos conversar sobre isso, demonstrando, entre outras coisas, a necessidade imperiosa e urgente de tirarmos esse assunto da clandestinidade e partirmos para o seu enfrentamento, em todo o globo.

Para a OMS, depressão é um transtorno que afeta distintamente pessoas de todas as idades, esferas sociais, cor, sexo, etnias e, que entre seus principais sintomas, destaca-se a angústia vital, um mal-estar geral, as vezes indescritível, avassalador, imobilizante, que altera diretamente o prazer de viver, o desempenho social e a capacidade das pessoas realizarem as diferentes tarefas do dia a dia, a desesperança, a tristeza profunda e o desencanto

 “É a mais importante causa de morte por suicídio, segundo a OMS e a segunda principal causa de morte entre pessoas na faixa etária dos 15 aos 19 anos”. Ao mesmo tempo em que a Organização destaca, que essa doença pode ser prevenida e tratada e que, uma melhor compreensão acerca do quadro, pode fazer com que muito mais pessoas afetadas pela doença, procurem ajuda.

Muito embora responda por mais de 60% dos casos de suicídio, apenas 14% das pessoas que tem depressão, é que pensam em tirar sua própria vida. Esse número desfaz uma falsa crença de que todos os deprimidos pensam em morrer, o que não é verdade, portanto, não sendo a maioria como muitos imaginam. Destes 14% dos depressivos que pensam em morrer, apenas 2.8% chegam a tirar sua vida, de fato. Portanto, no universo dos depressivos, uma minoria muito pequena é que realmente recorre ao suicídio.

Faço questão de apresentar esses dados atuais, para desmistificar esse assunto e fazer com que as pessoas tirem de suas cabeças a ideia que depressão é sinônimo de suicídio, e não é. Depressão é sinônimo de sofrimento, de angústia, de desalento, de desesperança e de dificuldade de se viver bem e feliz, mas não é sinônimo de morte, ou de fatalidade.

O risco de uma pessoa apresentar uma crise de depressão ao longo da vida, aumenta diante de fatores como a pobreza; desemprego; perda de uma pessoa querida, quebra de um relacionamento; privações, stress, presença de doenças físicas graves; problemas causados pelo uso de álcool e doutras drogas; e por conta de grandes conflitos pessoais, sociais, familiares econômicos, etc.

Para a OMS, no centro da campanha: Depressão: vamos conversar sobre isso, está implícito a necessidade de, conversando sobre a depressão, rompermos com os enormes preconceitos e estigmas em torno das doenças mentais, incluindo a depressão e muitas outras enfermidades psiquiátricas que estão aí provocando dor e sofrimento em muita gente, as quais, permanecem enclausuradas em seus preconceitos como uma grande barreira que os impedem de procurar ajuda.

Entendo, ser essa a maior de todas lutas que teremos que empreender, nos próximos anos, quando o assunto for doença mental. A mensagem principal da campanha da OMS, é a de demovermos os tais preconceitos sobre depressão e outros transtornos psiquiátricos, os quais poderiam ter um melhor prognóstico em seus tratamentos, caso procurassem ajuda a tempo. Eis, nosso grande desafio, nossa grande luta, a maior, inserida em um contexto universal da promoção da saúde.

Com os meus 40 anos como psiquiatra, atendendo cotidianamente dezenas de pessoas ao longo de todos esses anos, garanto-lhes que muitas pessoas que procuram um psiquiatra, ainda o fazem inseguros, temerosos e preocupados em não serem taxados de doentes mentais, de loucos ou outro adjetivo pejorativo, que não reflete essencialmente o motivo da consulta.

São pessoas, muitas das vezes, portadoras de transtornos psiquiátricos simples, leves que não eram para ter tido evolução desfavorável em seu tratamento, mas, por não terem sido, precocemente, tratados, tiveram uma evolução desfavorável no curso dessas doenças, não tendo, portanto, um bom diagnóstico e um tratamento adequado, correspondente. E, o pior:  quem é que está por trás dessa tragédia que poderia ser evitada? Os preconceitos, a descriminação e os estigmas sobre essas doenças, fatos esses, que na maioria das vezes, impedem que essas pessoas procurem o especialista e se tratem a tempo.

Posso lhes afirmar, de forma categórica, que todas as doenças mentais, sem exceção, se diagnosticada e tratada adequadamente e de forma precoce, evoluem bem. Quando isso não ocorre, o preço que essas pessoas irão pagar é enorme. Esse é o chamamento da OMS, em sua campanha: vamos conversar sobre depressão que ao meu ver deveria chamar-se, “vamos conversar sobre doenças mentais”, pois assim descascaríamos esses preconceitos que só atrapalham a vida desses pacientes e de suas famílias.

Depressão ou outras doenças mentais não são e nunca foram, um bicho de sete cabeças. São doenças como as demais. São condições médicas, humanas e possíveis de serem tratadas, prevenidas, curadas e evitadas, onde as pessoas que são portadoras das mesmas, podem levar uma vida saudável como todos nós. São doenças que podem ter absoluto controle médico e social e as pessoas se livrarem completamente dos seus sintomas altamente desagradáveis.

Vamos à luta, rompamos, dentro de nós mesmos com os medos, as inseguranças, os temores e preconceitos infundados que não nos ajudam em nada e só nos prejudicam. Busque apoio em um amigo, em um padre em um pastor, em um familiar, em um médico e fale sobre seus problemas, medos, suas inseguranças e sobre suas inquietações e, acredite, dessa forma você estará se livrando da metade dos problemas que os incomodam.

Postado por: Redação Agora 03

Categoria do Post: Entretenimento

Data: 11/10/2018

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Palavras-chave: Depressão, uma boa conversa nos ajuda muito!

Fonte: Por Ruy Palhano

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