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Agora Santa Inês - LITERATURA.......LITERALMENTE!

LITERATURA.......LITERALMENTE!

Olá, ávidos e apaixonados leitores desta página impregnada de literatura....literalmente, que volta a ser publicada hoje, dia 4 de janeiro de 2019, para começar o ano bem alicerçado nas linhas certas das crônicas e adjacências literárias, produzidas por “alguéns” que de uma forma ou de outra tem o cordão umbilical ligado à Santa Inês ou aos seus produtores de belas e belicosas artes da escrita, e que a cada dia que passa, passam a fazer parte do nosso dia a dia. Nada mal que Santa Inês se entranhe nessa seara das letras, e venha ( ou já é) a ser um celeiro de grandes nomes da literatura maranhense ou até mesmo brasileira, se já não é, vez que alguns de nós já alçamos voos mais altos, além fronteiras maranhenses. Por agora fiquem com o que temos para hoje. Um abraço deste confrade que desde a tenra adolescência aqui ou acolá, rabisca alguma coisa, além do trivial ofício de jornalista. (CLÉLIO SILVEIRA FILHO)

 

Nesta casa enorme  maior que o meu vazio

 

Eu nunca havia me importado com a solidão, não sei porque logo hoje às vésperas do natal, ela sentou- se à mesa para cear comigo. Gostaria tanto que minha família aparecesse com o carinho e o acolhimento que eu li na "Última crônica" de Fernando Sabino; Acendessem aquela vela numa pequena fatia de bolo e cantassem parabéns para mim e me envolvessem de ternura feito a simplicidade de um vestido de chita. Família? Que família? Todos foram embora à medida que as doses de whiskies foram aumentando e os bens diminuindo. Alcoólatra, meu título depois de toda fadiga existencial. Perambulo pela rua, acostumei-me com sua melancolia, a sujeira de suas vias contrastando com o rosto dos transeuntes, retratando uma falsa alegria ( Prefiro o olhar angustiado do cão vira lata, fugindo da queima de fogos) Quando as primeiras rugas vieram gravar- se em minha face, trouxeram também as lembranças de outrora. Já tive esperanças, projetos, sonhos, desassossego como todo mundo, me iludi com palavras amorosas, iludi outros tantos. Eu nunca soube lidar com as renúncias. Não tenho charme algum, não gosto de maquiagem, dispensei o analista, desisti de coisas demoradas ( se tiver que vir, que seja breve) já me basta esta angústia acendendo a luz em meu quarto. Mas, hoje é natal, minha árvore de silêncios está montada e ela é viva! Não preciso de cartões, de frases prontas, de sorrisos e afagos falsos,  me basta essa paz que me permite sentir a divindade do menino Jesus no meu presépio improvisado.

-Um momento, ouço batidas na porta! são meus pais e meus irmãos que vieram me resgatar do abismo existencial que eu própria cavei pra mim.

Como é bom descobrir o amor na gratuidade dos gestos.

Milagres acontecem.

Feliz natal!

 (Luiza Cantanhêde, poeta, autora de Palafitas, Penalux, 2016 )

 

DRÁCULA,  JUDAS E O CACTO

Por Márcio Borges

Quando Bran Stoker criou Drácula, quis antes de tudo, personificar o “Mal que não morre”, dizer-nos que, apesar dos amores que nasce em nossos corações, é necessário cultivá-los sempre, pois a indiferença, o orgulho e a hipocrisia podem nascer nos intervalos dos afetos. Vamos aos fatos: Drácula se alimenta de sangue, “morre” com balas de prata e quando vê uma cruz, foge como se mirasse algo que o culpa. Quem você conhece (das histórias, é claro!) que vendeu o sangue do Justo por trinta moedas de prata? Que quando viu o Justo numa cruz, sentiu um remorso maior que pôde suportar e se enforcou, como se quisesse fugir da própria dor? Isso mesmo: Drácula é a personificação de Judas Iscariotes!

Agora o presente: vejo, nas ruas, muitos olhares espinhosos e cheios de constrangimento, que maltratam muito mais as retinas e os corações de quem os têm. Sinto-me como um cacto. Por quê? Cactos são flores que, apesar dos muitos espinhos que têm, não se ferem, mas machucam quem os tenta agredi-las. São solitários dentro deles. Cactos são para serem admirados, nunca arrancadas. Pessoas também são assim!

(Márcio Borges não é professor, poeta ou cronista. É só aprendiz de tudo isso! Santa Inês/MA)

 

AS REFLEXÕES DE ZABELLA IV


É possível chegar onde se quer com humildade e convicção no próprio potencial.

Permitido se achar, sem ofender ninguém.

Na verdade, você é mais incrível ainda por perceber que tem tanto tempo aí pela frente pra melhorar em trilhões de aspectos, mas que não precisa esperar o amanhã chegar pra já tentar. Falhar. Tentar. Tentar. Falhar. Conquistar um tiquinho. Até desbravar o mundo. O seu.

Aliás, “tanto tempo” é questão de perspectiva.

O que é muito pra você? Algumas horas? Dias ou outros tipos de contagem que damos? Um ano?

Olha pro seu ano. Esse. Ainda temos algumas horas.

A gente sofreu tanto nas suas crises de compulsão e bulimia. Doía se ver distorcida no espelho.

Ainda. Mas, foi necessário. Ajudou a formar quem tu é. Esclareceu quem não estava do teu lado de bom grado, e tinha interesses errados.

Levou uns. Trouxe outros.

Abriu teus olhos. Te apresentou gente que tu sente como se amasse uma vida todinha.  Permitiu que tua dor te ajudasse a te curar, pelo menos, em 5%. Te trouxe mais amor próprio que nos últimos 23.

Por isso você chorou hoje. E em outros dias.

Mesmo tudo isso acontecendo, se cobra tanto.

Quer tanto, porque sabe que é capaz e perceber isso também traz dor. Você não é uma ignorante.

Que bom que chorou. Que bom que não evita o que sente e nem deixa isso te levar pro fundo do poço.

Você aguenta e fica mais forte. E me deixa orgulhosa.

Amanhã começa tudo de novo não por ser um novo ano, mas um novo dia. E nesse novo dia, eu só quero que continuemos caminhando.

Que a gente não estagne, mas descanse.

Que a gente não desista, mas respeite seus limites.

Que a gente se ame mais, porque assim, a gente pode se doar de verdade pro outro também.

Estar por inteiro. Não porque ele me ama de volta.

Mas porque todos merecemos ser amados.

Cuidados. Seja verdadeira, Isabella. Sutil.

É assim que você vai encontrar força todos os dias.

É assim que as pessoas vão encontrar em você também. Não porque você tem um mundo inteiro aos teus pés, em todos os sentidos possíveis.

Mas porque você não desiste de buscar ele.

E isso, num mundo de gente que deseja ser o outro e não foca no seu, é ouro.

Conta comigo. Conta contigo.

*Isabella Silveira é formada em Direito, modelo, atriz, cantora e contratada da Távola 4/ Mesa 42/ São Paulo / Brasil, onde reside atualmente. Tem mais de 113 mil seguidores, e suas fotos no instagram  já foram vistas mais de 12 milhões de vezes.  @ZABELLA

 

 

Postado por: Redação Agora 03

Categoria do Post: Entretenimento

Data: 04/01/2019

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Palavras-chave: LITERATURA.......LITERALMENTE!

Fonte:

Big Systems
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