09/04/2011 12h09
Lobão diz que aumento do preço do combustível será inevitável se petróleo continuar em alta
O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou que o governo não cogita aumentar o preço dos derivados do petróleo, apesar da alta do preço do barril do petróleo no mercado internacional. No entanto, se o preço do petróleo continuar em alta o aumento (dos derivados) será “inevitável”.
O ministro admitiu que o governo “sempre interferiu (na decisão de se aumentar ou não os preços dos derivados) e vem interferindo no sentido de se evitar aumento nos preços dos derivados internamente”.
Lobão lembrou que faz nove anos nove anos que não há aumento nos preços dos combustíveis. “E de lá para cá o preço do barril do petróleo subiu drasticamente. É claro que, no momento, a gente não cogita este aumento, embora estejamos acompanhando o cenário internacional”.
Sobre a possibilidade de que o aumento nos preços dos derivados venha a influir na inflação, Lobão disse que a última alteração nos preços se deu há dois anos e ainda assim para baixo.
“Nós estamos resistindo com os preços atuais, tentando não elevar os preços nas bombas, mas se os preços [do barril de petróleo no mercado internacional] continuarem se elevando este aumento será inevitável”.
Petrobras investirá em etanol
Dentro do intuito do governo de aumentar a regulação sobre o etanol e evitar desabastecimento e alta nos preços, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou nesta manhã que a Petrobras deverá ter mais participação na produção do combustível no país. “Determinei à Petrobras que ingresse com mais força na produção de etanol”, disse o ministro, no programa de rádio Bom Dia Ministro, transmitido pela Radiobrás.Lobão confirmou também que o governo estuda direcionar menos empréstimos de bancos oficiais, como BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), para destilarias de cana que priorizem o açúcar em detrimento do etanol.
“Ocorre que o preço internacional de açúcar está muito elevado, e as destilarias privilegiam neste momento a produção de açúcar em prejuízo do etanol, enquanto o objetivo fundamental do financiamento público é o etanol. Temos que garantir o abastecimento”, disse.
Da Agência Brasil e Folha.com: