/Caderno B
08/10/2011 12h13

Irreverências, talvez... poesias, ou quase...

"Dizem que sou poeta, eu finjo  que acredito”. Raimundo Barroso

Filho de Santa Inês, Raimundo Barrozo Sousa Braga, um homem de muitas facetas mitológicas, tem muitas histórias para contar. Aos 65 anos tem no currículo várias experiências distintas tais como agropecuária, vaquejada, exército e o que mais o marcou; o esporte. Praticante de judô, luta livre, halterofilismo e natação ele chegou a cogitar sua participação em uma olimpíada, mas desistiu no meio do caminho, tendo outras prioridades em vista.

Em meio às atividades já vividas, Barrozo sempre dedicou um tempo a confidenciar-se com as letras formando poesias recheadas de crítica, provocação e ousadia...

Após sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC) e ter escapado da morte, resolveu reunir seus manuscritos, com apoio de grandes amigos, como Dr. Wellington Carvalho, professor na cidade de Imperatriz.

“Escrevo desde a década de 60. Guardei muitas poesias, contos e desabafos de passagens positivas e negativas pela vida. Não sou dono da verdade, mas defendo a minha”. É com frases peculiares e irreverentes que Barrozo lança seu primeiro livro de 304 páginas com poesias e pensamentos sobre política, religião, cotidiano, pessoas.  Irreverências, talvez.... poesias, ou quase..., certamente causará em muitos, olhares desconfiados logo na aparência da sua capa.  Afinal, existe uma tarja preta alertando os futuros leitores, afirmando que o livro independente não é indicado para todo mundo.

Um livro, como ele mesmo define, instigante que tenta desmistificar uma sociedade preconceituosa, fanática, política, moralista e religiosa.

Barrozo conta que já tem três livros preparados para lançar e um em estágio final, sendo mais dois de poesias. “Eu escrevi uma única poesia em 60 páginas... grande não?” antecipa Barrozo.

Irreverente, ele afirma que não é poeta; as pessoas que afirmam isso para ele que diz acreditar nisso. “Dizem que sou poeta, eu finjo que acredito”.

Grande viajante, não conheceu, ainda, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, apesar de todo amor que tem por muitas cidades, Barrozo confidencia a paixão que tem por Santa Inês, apesar de afirmar que poderia ser melhor. “Amo Santa Inês, não troco por nenhuma cidade, mas ela poderia ser bem melhor”, finalizou ele em bate-papo com o AGORA. (Por Rianny Brandão)
 

Barroso em dois momentos: a primeira foto mostra Barroso quando praticava
halterofilismo e a segunda quando participava de vaquejadas