/Cantinho do Idoso
07/01/2012 11h15

Imobilidade em idosos

O envelhecimento está frequentemente associado a mudanças funcionais, visto que, à medida que se envelhece, há maiores riscos de ocorrência de doenças crônico-degenerativas. As principais características das doenças crônicas são sua permanência e sua irreversibilidade, conduzindo a maiores chances de desenvolvimento de incapacidades funcionais, indubitavelmente onerando o sistema de saúde por exigirem cuidados de longa permanência, além de saúde por exigirem cuidados de longa permanência, além de, com frequência, levarem a perda da autonomia. As consequências gerais da imobilidade prolongada representam um problema complexo que envolve não somente a disfunção biológica, como também fatores socioambientais.

Sabe-se que os efeitos adversos da imobilidade não poupam idade, sexo ou populações cronicamente doentes, mas são os idosos, os mais suscetíveis as suas complicações. Fatores como historia de queda, distúrbios do equilíbrio, anormalidades da marcha e fraqueza generalizada estão altamente correlacionadas com a progressão da incapacidade e com o consequente risco de uma situação de imobilidade em idosos.

A imobilidade pode ser definida como uma restrição e ou limitação do movimento para desempenhar atividades de vida diária em virtude de diminuição das funções motoras, caracterizadas por fatores que comprometem a independência, levando a incapacidade e fragilidade. A imobilidade resulta em processo de degeneração que afeta todos os sistemas orgânicos, como consequência de alteração nas forças gravitacionais e redução de função motora a que os sujeitos se submetem por longo período de restrição ao leito.

O sofrimento do paciente que apresenta a Síndrome da Imobilidade pode ser aliviado pela equipe gerontológica; porém, resultados, de sucesso requerem participação ativa dos cuidadores e familiares que acolherão o idoso no contexto familiar. Não raro, pacientes em imobilização prolongada vêm a falecer sob essas condições de grave degradações físicas. Cabe às equipes e a família o papel de cuidador e de aliviar o padecimento físico, emocional e espiritual, apesar da impossibilidade de cura.