12/11/2011 11h39
Manejo na dor no idoso
A dor é um sintoma extremamente frequente na prática diária do geriatra e, por isso, tem grande importância. Atualmente, considera-se o sintoma dor como o quinto sinal vital e, como tal, deverá ser sempre abordado em uma avaliação clínica.
A dor é definida, segundo a Associação Internacional para o Estudo da Dor (IASP), como sensação ou experiência emocional desagradável, associada como dano tecidual real ou potencial, ou descrito nos termos de tal dano. Deve-se sempre considerar que aspectos culturais, emocionais e sensitivos são indissociáveis da dor. A serevidade da dor não é proporcional à quantidade de tecido lesado, mas, sim, dependente de vários fatores como idade, atenção, medo, raiva, ansiedade, depressão, nível cultural, vida afetiva e experiência prévias. A ocorrência da síndrome dolorosa tem sido um dos maiores desafios da saúde pública, pois pode ser a origem de sofrimento individual e de consideráveis custos.
Na população idosa, a dor crônica é extremamente comum e suas consequências são inúmeras: depressão, ansiedade, prejuízo na socialização, distúrbio do sono, deambulação prejudicada e aumento da necessidade de cuidados de saúde.
Estudos populacionais estimam que 25 a 50% dos idosos sofrem de importantes problemas referentes à dor. Entre os idosos institucionalizados, a prevalência da dor crônica pode chegar a 80% dos quais mais de 50% não recebem o controle adequado a dor, e mais de 25% morrem sem obter o seu controle. Especialmente em idosos com demência, a dor é frequentemente subdiagnosticada e subtratada.
Apesar dessa ocorrência tão frequente, discute-se o idoso apresenta uma sensibilidade à dor diminuída ou se ele apresenta tolerância a dor aumentada.
Quando o idoso é levado a acreditar que a dor é parte inevitável do processo de envelhecimento ou para não querer “aborrecer” ninguém, ele pode omiti-la impossibilitando seu tratamento e trazendo prejuízo para sua qualidade de vida.