12/12/2011 11h05
Que velhice você quer ter?
Os idosos de nosso país e de todo o mundo já não estão escondidos em casa. Homens e mulheres que chegaram à terceira idade tem ainda muita vida pela frente: eles trabalham, dançam, viajam, namoram, sabem usar a internet, sustentam filhos e netos, e diariamente renovam essas escolhas, que determinam a qualidade de vida no futuro. E existe um velho ditado que diz, “que envelhecemos da forma como vivemos”, essa ideia nos remete a responsabilização pela maneira como queremos atravessar as próximas décadas.
Com o passar dos anos sofremos perdas em vários níveis, mas também há ganhos. Nosso corpo já não se enquadra nos padrões de beleza propaganda pela mídia, mas é plenamente possível viver a sexualidade, manter-se fisicamente ativo e experimentar o alívio de liberta-se do compromisso com os padrões estéticos.
As nossas atividades cerebrais se tornam mais lentas, mas ainda é tempo de aprender a enfrentar desafios cognitivos. Os avanços neurocientíficos e tecnológicos nos permitem desfrutar de recursos e informações que garantem melhor qualidade de vida. Mas com o aumento do tempo de vida, a tendência é que casos de demência e outros problemas que prejudicam a saúde mental também apareçam com maior frequência. Vários estudos mostram que atividade física e estimulação intelectual, interação social, alimentação e hábitos saudáveis podem retardar o problema.
O nosso psiquismo também sofre transformações, traços de personalidade podem tanto ser suprimidos quanto exacerbados.
Na terceira idade muitos descobrem que estar bem vale mais que parecer bem; pequenos prazeres ganham relevância.
Naturalmente não é assim para todos; idade nem sempre significa sabedoria. Não há velhice idealizada, completamente feliz da mesma forma como não há infância, adolescência, juventude ou idade adulta perfeita. Mas atualmente, em geral, temos mais tempo para construir a maturidade que gostaríamos de ter.