18/02/2012 11h54
SINAIS DO TEMPO
Os sinais do tempo quase sempre incomodam, mas são inevitáveis: rugas, cabelos grisalhos, dores no corpo e perda gradual da memória.
Quase todas as pessoas querem viver por mais tempo, mas pouquíssimas gostam da ideia de envelhecer.
O termo “idoso” refere-se originalmente, a um processo natural e contínuo de amadurecimento físico e mental, e a margem máxima de vida que pode ser atingida pelos seres humanos mantém inalterada entre 110 e 120 anos.
Um envelhecimento saudável e principalmente ativo, no qual as pessoas continuem vivendo plenamente, representa hoje um grande desafio para a ciência. A medicina moderna já avançou muito no tratamento dos sintomas de desgaste; vários órgãos e articulações do corpo podem ser substituídas. Para a nossa central elétrica, o cérebro, porém, ainda não existe essa possiblidade. Nos últimos anos pesquisadores realizaram grandes avanços quanto à compreensão dos processos moleculares que afetam nosso intelecto com os crescentes anos de vida.
O declínio mental pode ser observado com base em diferentes perspectivas. Neurobiólogos, que estudam funções dos neurônios e suas redes, já consideram alarmante a redução da plasticidade sináptica; limitação do processo de reconstrução e reorganização dos pontos de contato neurais. Essa plasticidade tende a diminuir na segunda ou terceira década de vida. Nosso cérebro, portanto, entra em processo de envelhecimento a partir dos 25 anos.
A chave para a compreensão dos processos de envelhecimento está nas células, a menor unidade de vida.