28/06/2011 20h46
UTILIZAÇÃO DE MEDICAMENTOS PELOS IDOSOS

As doenças crônicas degenerativas decorrentes do envelhecimento levam a uma maior demanda por medicamentos.
Muitos estudos mostram que a utilização de medicamentos por idosos institucionalizados (que vivem em instituições de longa permanência-antigos asilos) é bastante frequente. E por essa razão o mau uso desses medicamentos está tão presente nesta população.
Os problemas com a farmocoterapia no idoso são numerosos. Suas causas podem estar relacionadas a três fatores: ao paciente, ao prescritor e ao medicamento.
As falhas na adesão, erros de administração, da mesma forma que a polifarmácia, aumentam com a idade, principalmente quando há confusão causada por terapias múltiplas, distúrbios cognitivos, dificuldade visual e destreza manual prejudicada. Esses problemas podem ser acentuados quando as embalagens dos medicamentos são semelhantes.
A não adesão também pode ser desencadeada pelas dificuldades que o idoso tem em administrar seu próprios medicamentos, levando ao uso incorreto destes.
A taxa de erro ao tomar medicamentos é cerca de 60% em pacientes com mais de 60 anos de idade, e esta aumenta quando são prescritos mais de três fármacos.
Outra interferência na formacoterapia da população idosa é a automedicação, uma prática comum, muitas vezes considerada inofensiva, mas que pode trazer sérias repercussões clínicas.
A automedicação se dá por vários motivos, seja por influências culturais, dificuldades de acesso imediato a consultas médicas e conselhos de terceiros, seja por indicação, de amigos e familiares, tudo isso contribui para o aumento do risco de desenvolver reações adversas nos idosos.