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20/08/2011 12h32

A LOIRA DO CEMITÉRIO

O escritor José Maria Soares Viana autografa a sua última obra

Com quantas páginas escritas em livros se faz um escritor de respeito e sucesso? Se o nome dele for José Maria Soares Viana, a resposta é: 2050 páginas aproximadamente, distribuídas em quatro livros de assuntos distintos entre si, lançados por uma editora de renome Nacional, baseada no Rio de Janeiro-RJ, em exatos três anos. Isso mesmo! O primeiro livro lançado pelo outrora compositor de sucesso da música romântica e hoje escritor José Maria Viana, foi lançado em agosto de 2008 e chamava-se Histórias & Estórias de Serenatas. Nele, Zé Maria relatava detalhadamente as inúmeras serenatas feitas pelas ruas, bares, honráveis residências de políticos e cabarés de Santa Inês e Pindaré nas décadas de 60,70 e 80. Quem viveu nesses anos sabia que a boemia passava pelas cordas do violão do hoje escritor.

Em seu segundo trabalho literário lançado um ano depois, em agosto de 2009, em 670 páginas José Maria Viana deu vida ao personagem policial maranhense Francisco Flores da Cruz, nascido em Santa Inês, formado na Escola Superior de Formação Agentes Especiais em Brasília – ESFAE – (tudo fictício) obtendo o primeiro lugar entre seus colegas de formatura, que teria desembarcado de volta ao seu estado para desmantelar quadrilhas de traficantes de cocaína e outras drogas mortais. Chico Pedreira, O Agente Especial, fez “uma limpa nessa corja” num distante 2020 ou seria 2 mil e qualquer coisa, vez que nos tempos de hoje drogas, traficantes e seus iguais são figurinhas conhecidas por aqui. O romance policial lhe valeu o passaporte para participar de várias bienais e a Quártica, sua editora, se deu bem na foto.
Um atraso na editoração do seu terceiro trabalho literário no Rio de Janeiro, fez com que O Vale do Ouro Branco, a Riqueza que o Maranhão Esqueceu, com cerca de 620 páginas viesse a ser lançado só no começo deste ano, em 04 de janeiro. No livro, José Maria Viana conta a saga do Nordestino do Maranhão, do Vale do Mearim, que enfrentou a natureza, mas transformou o Estado em um dos principais produtores de Algodão do Brasil. O livro dá asas a um personagem de nome Miguel Liberato dos Anjos, sertanejo sofredor que transforma em versos o sofrimento, ao mesmo tempo em que se safa de muitas desgraças. Um romance para se ler de um fôlego só. Coisa escrita por quem tem imaginação “montada em vivência própria” desde os anos 50. Um livro e tanto no meio de tantos livros sem alma que são lançados por aí. Com ele, José Maria provou o que não precisava provar: é mesmo um escritor de grandes obras.

Mas faltava ao nosso mestre da literatura uma obra que mostrasse sua versatilidade e que gerasse uma certa interrogação no meio da população de Santa Inês e Pindaré, cidades irmãs unidas por uma estrada, outrora de terra e piçarra, cujos cemitérios ficavam bem na entrada de cada uma dessas duas urbes. Foi aí que José Maria Viana teve a idéia de transformar uma lenda cantada e decantada em décadas do século passado, lá pelo meio dele, em livro; a lenda da Loira do Cemitério. Uma aparição que muitos juram que viram e que alguns até hoje se arrepiam ao passar de madrugada em frente ao Cemitério do São Benedito. Tem gente que jura tê-la visto por lá, mesmo na semana passada.

A narrativa do escritor José Maria Soares Viana neste seu mais novo livro, é feita escorada em três temas: drama, terror e humor. A Loira do Cemitério é o grande momento vivido pelo escritor que ao lado de sua companheira-esposa, professora Marly Viana, desfruta de mais um trabalho que já é sucesso na literatura maranhense. No começo da semana, como sempre faz desde o primeiro trabalho literário, José Maria Viana veio à sede do Jornal AGORA Santa Inês e autografou o primeiro exemplar do livro. Diz ele que dá sorte. Ao se despedir da redação deixou um recado; vem aí o meu quinto livro: Rio de Piranhas. Por aqui ninguém duvida que ele, do alto dos seus 75 anos de vida, cumpra a promessa. Valeu Zé!

Mais de 2000 páginas com lindas histórias escritas por José Maria Viana

Por Clélio SILVEIRA Filho / Editor do AGORA