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03/12/2011 11h30

Comerciantes e camelôs tomaram conta das calçadas no centro comercial de Santa Inês

É cada vez impossivel andar pelas calçadas devido a produtos de ambulantes e lojas expostos

Sem serem incomodados pela fiscalização, muitos comerciantes estabelecidos na Rua do Comércio de Santa Inês, seguem o exemplo do comércio informal e não se constrangem em impedir o tráfego de pedestres pelas calçadas, com a exposição de tudo que é proibido pelo Código de Posturas do Município.

Fora das lojas, não são só os produtos pendurados nas paredes, ou em cima de mesas que disputam espaços com pedestres. Os ambulantes e carrinhos de frutas “entulhados” em frente das lojas tomam a outra parte da calçada, deixando como única opção para quem passa por lá, seguir caminhando pela rua.

Camelódromo continua na Rua do Comércio apoderando de parte da calçada e rua

Não existe um projeto consistente que “melhore” o setor comercial da cidade. Na Rua do Comércio, até manequins, placas, cadeiras, mesas e qualquer objeto à venda ou de exposição das lojas, são colocados nas calçadas para atrair clientes. Muitos produtos são expostos ate mesmo no meio da rua impedindo o estacionamento e até o tráfego de carros.

Não é necessário passar mais de 10 minutos na Rua do Comércio para se registrar um grande número de estabelecimentos comerciais infringindo a Lei de Urbanização e fazendo das calçadas a extensão do seu próprio negócio.

Em outubro de 2010, o Departamento de Urbanismo e Paisagismo do Município representada por Marcos Antônio, com intuito de “despoluir” as ruas e as calçadas do centro da cidade, tentou fazer o deslocamento de ambulantes das ruas do Comércio e Santo Antonio, para Rua dos Operários, projeto que não deu certo.Já neste ano de 2011, o Ministério Publico em Santa Inês, representado pela promotora de justiça Araceles Lima, acompanhado da Vigilância Sanitária, Polícia Militar e Departamento Municipal de Meio Ambiente, realizou uma operação surpresa de fiscalização nas ruas da cidade no dia 17 de fevereiro. Vistorias foram realizas em bares, restaurantes, carros de som, calçadas ocupadas indevidamente,  alvarás de funcionamento dos comércios e em locais com acúmulos de lixo. Vários comerciantes foram intimados e tiveram  prazos para reparar as falhas.Algumas lojas da Rua do Comércio recolheram o que estava exposto em calçadas e no meio da rua, mas pouco tempo depois, voltaram a ocupar os mesmos espaços.Atualmente a situação se mostra mais caótica do que fevereiro deste ano.O volume de mercadorias expostas nas calçadas em toda extensão da Rua do Comércio chega a ser um acinte à população, causando transtornos e dificultando o tráfego de pedestres e até de veículos na mais movimentada rua da cidade.

Dra. Araceles Ribeiro quando realizou a blitz no mês de fevereiro