25/01/2012 12h18 - Atualizada em 25/01/2012 12h38
Filha de ex-bancários de Santa Inês morre vítima de aneurisma em São Luís
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| Clélia faleceu aos 40 anos e desde os 2 sofria de Anemia Falciforme |
Clélia Regina Pereira Costa, de 40 anos de idade, faleceu na noite de sábado, 21, vítima de um AVC (Acidente Vascular Cerebral) decorrente de um aneurisma.
De acordo com informações de familiares, Clélia enfrentava um quadro de Anemia Falciforme desde os dois anos de idade. Nas últimas semanas, ela sentia uma forte dor de cabeça e piorou nos últimos dias, recebendo tratamento na Emergência da UDI, em São Luis.
Segundo Maria Conceição Pereira, mãe de Clélia, ela deu entrada no hospital afirmando que sentia dores de cabeça devido a Anemia Falciforme . “Todas as vezes que falávamos das dores que ela sentia, associávamos o problema à Anemia Falciforme, nunca poderíamos desconfiar de outra situação, uma tomografia simples foi realizada, mas nada detectou de estranho”, disse ap AGORA Dona Maria Conceição.
Como a suspeita das dores recaiam sobre a grave doença anêmica, Clélia foi submetida a uma transfusão de sangue, o que piorou a situação dela que sofreu algumas convulsões.
Já com a saúde debilitada, os médicos realizaram nela uma Angiotomografia onde constataram que Clélia tinha sete aneurismas na cabeça, sendo um maior – que estourou - e outros seis menores. Clélia ainda foi submetida a uma cirurgia de urgência, mas não resistiu ao estado grave do problema e sofreu um AVC fatal, indo a óbito por volta das 22h de sábado, 21.
O corpo de Clélia foi trazido para Santa Inês e foi velado na casa de seus pais, localizada na Rua do Bambu. O enterro ocorreu na tarde de domingo, 22, no Cemitério do São Benedito.
“Klélya” como gostava de escrever seu nome, era filha do casal aposentado de bancários do Basa, Maria da Conceição Pereira Costa e Raimundo Nonato Pereira Costa. Ela era formada em Gestão de Pequena e Média Empresa.
O QUE É ANEMIA FALCIFORME
Anemia Falciforme (ou drepanocitose) é o nome dado a uma doença hereditária que causa a malformação das hemácias, que assumem forma semelhante a foices (de onde vem o nome da doença), com maior ou menor severidade de acordo com o caso, o que causa deficiência do transporte de oxigênio nos indivíduos acometidos pela doença. É comum na África, na Europa mediterrânea, no Oriente Médio e regiões da Índia, e muito raramente casos de Anemia Falciforme são registrados no Brasil.
A expectativa de vida é encurtada, com estudos reportando uma expectativa de vida média de 42 e 48 anos, em indivíduos masculinos e femininos, respectivamente. Esta expectativa de vida encurtada é resultado de algumas das complicações associadas à AF, como por exemplo, megaesôfago, cardiomiopatia restritiva, sepse, doenças das vias biliares e câncer de intestino. A doença aparece na maioria dos casos em mulheres afro descendentes.
