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05/10/2011 11h17

Funcionários do Basa também aderem à greve em Santa Inês

Basa aderiu à greve na segunda-feira

Os aposentados e beneficiários do INSS que recebem pelos bancos oficiais do Governo estão vivendo todo tipo de transtorno por causa da greve deflagrada pelos bancários desde o dia 27 do mês passado. A situação piora a cada dia e os servidores do Banco da Amazônia também já aderiram ao movimento grevista, juntando-se ao Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. O município de Santa Inês ainda tem como opção para pagamento de contas os bancos do Nordeste e Bradesco.

A data que os aposentados recebem coincidiu com a realização da greve e agora muitos estão sem poder sacar seu numerário. Vários são os motivos constatados pela reportagem em duas das agências em greve, entre eles cartão com senha vencida, bloqueados e até mesmo quebrados. Alguns aposentados também não conseguem retirar seu numerário no caixa eletrônico porque não sabem fazer a operação de saque.

Afora isso, constatou-se também o grande fluxo de usuários enfrentando filas enormes para fazer uso dos caixas eletrônicos. Em casas lotéricas, o movimento também é grande. Vai ser assim ou pior pelos próximos dias, até que se tenha uma resolução para o impasse gerador da greve dos bancários.

De acordo com o gerente do Banco da Amazônia S. A. (Basa), José Ribamar Ribeiro, os funcionários do banco aderiram à greve na última segunda-feira (3), momento em que a agência já tinha seu fluxo de usuários aumentado devido à paralisação de outros bancos.

Paralisação causa prejuízos incalculáveis ao comércio
Com a paralisação no atendimento nos bancos, o comércio de Santa Inês e municípios da região já estão sentindo as consequencias da diminuição de circulação de dinheiro. Com a chegada da data de pagamento, prefeituras da região estão com dificuldades de remanejamento de valores para as contas de fornecedores e funcionários.

Com isso, quem recebe via banco fica impedido de efetuar pagamento de prestações, fazer compras, consumir em pizzaria, restaurantes e derivados, frequentar salões de beleza, entre outros, o que deixa o comércio enfraquecido.

Prestadores de serviço autônomos também estão com seu faturamento reduzido dada a falta de dinheiro circulando no município.