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08/09/2011 16h08

Greve do IFMA de Santa Inês já dura 17 dias

Sede do IFMA em Santa Inês

Os professores do Instituto Federal do Maranhão (IFMA), desde do último dia 22 de agosto entraram em greve por tempo indeterminado. 192 institutos federais do país estão parados, segundo o SINASEFE, que é o sindicato da categoria.

Na pauta de reivindicações dos professores está o reajuste emergencial de 14,67% (Inflação – IPCA + variação do Pib); destinação de 10%  do PIB para a educação pública, 30 horas semanais para os técnicos administrativos de toda rede federal de ensino, cumprimento já da legislação sobre questões funcionais dos servidores da rede federal de ensino com a revogação das instruções e orientações normativas em contrário; entre outros. A categoria ainda pede o fim da defasagem salarial e defende a implantação de uma política salarial e de carreira, além de melhores condições de trabalho.

No campus de Santa Inês, 40 professores deixaram de exercer as funções nas turmas, são aproximadamente 800 alunos sem aula.

Segundo o professor Vinicius Bezerra, coordenador do movimento grevista no IFMA de Santa Inês, os estudantes foram esclarecidos sobre “todas as questões que envolvem o movimento paredista e por isso estão apoiando os docentes”.

No Maranhão os campis que aderiram a greve além de Santa Inês, foram os de  Zé Doca, Codó, Monte Castelo (São Luís) e Maracanã (São Luis), todos encontram-se paralisados.

Mais uma vez em uma briga entre governo e professores, quem sai prejudicado são os que mais precisam, os alunos, que em parte apóiam a paralisação dos docentes, mas  ao mesmo tempo se mostram preocupados com a continuidade do ano letivo.

A greve é por tempo indeterminado e a expectativa não é positiva, pois, o governo federal está se mostrando intransigente às negociações. “O governo federal não está aceitando às reivindicações... E nós só pretendemos retornar às atividades mediante analise da contraproposta do governo, que até agora não se manifestou, e o fechamento de um acordo comum “ – completa Vinicius Bezerra.