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24/09/2011 10h59

Obras do Minha Casa Minha Vida absorvem mão-de-obra feminina

Residencial Sol Nascente disponibilizará mil moradias para a população de Santa Inês

As obras do Programa Minha Casa Minha Vida, que construirá mil casas populares nesta primeira etapa em Santa Inês, já estão dando um novo visual ao Residencial Sol Nascente, localizado próximo ao bairro Vila Conceição. São cinco empresas responsáveis pelo projeto, sendo que cada uma construirá 200 casas, com prazo de entrega em até seis meses. Entre os funcionários que atuam na construção, estão mulheres que desenvolvem trabalho de pedreiro, auxiliar de almoxarifado, entre outros.

Alguns pontos do residencial ainda estão em fase de terraplanagem, mas pelo menos duas construtoras já começaram a erguer moradias no local: Viluma Construtora e Lua Nova. As outras empresas responsáveis pela construção do restante das casas são TechMaster, Vitral e Primor.
Em declarações à reportagem do AGORA, o engenheiro João Alberto Mota, da Viluma Construtora, explicou que os trabalhos estão praticamente iniciando, mas que as obras dessa primeira etapa têm prazo de seis meses para serem entregues.

Vilani Silva e Cíntia Varão trabalham como pedreiras na Lua Nova Construtora

Ao todo, serão 1.000 casas para essa fase do programa, cujas obras foram divididas por cinco etapas distribuídas para cinco empresas, sendo que cada etapa corresponde a 200 casas. A empresa que está com as obras mais adiantadas é a Lua Nova Construção e Incorporação, que já têm erguidas mais de 20 casas e várias outras com a parte de fundação prontas.

No pátio de obras da Lua Nova, a reportagem do AGORA constatou um fato interessante de ser informado: dos funcionários que estão trabalhando na construção das casas, todos os pedreiros são do sexo feminino, o que ainda é uma novidade no ramo da construção civil da região, mas que aos poucos tem se tornado uma realidade.

Vilani Silva, Cíntia Varão e Maria Regina são três das pedreiras que trabalham na obra do Minha Casa Minha Vida em Santa Inês. Elas contaram que a cada dia erguem pelo menos duas casas e que o ingresso delas no ramo da construção civil se deu pela falta de opção no mercado local e pela necessidade de um emprego para o sustento de suas famílias. “O trabalho é duro, mas é digno e nós entramos aqui sabendo disso”, explica Vilani.