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19/03/2011 17h44

Professores da rede estadual de greve em Santa Inês fizeram passeata pela cidade

Há mais de dez dias em greve, os trabalhadores da educação estadual em Santa Inês realizaram na tarde de terça-feira, 15, uma manifestação pelas ruas da cidade. Eles exigiam a imediata implantação do Estatuto do Educador e do Plano de Cargos, Carreiras e Salários, que vêm sendo pleiteados pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Maranhão – SINPROESEMMA, há cerca de dois anos.

A concentração dos professores aconteceu as 16h30m nas Laranjeiras, com apitos na boca, cartazes e carro de som os professores estaduais informavam à sociedade como vem acontecendo a relação entre a categoria e o Estado, desde a apresentação da primeira pauta de reivindicações dos educadores. Os professores seguiram em passeata pela Rua do Comércio até a Praça da Matriz onde falaram sobre o descaso do governo estadual com a categoria e com os próprios alunos que não têm estrutura adequada para estudar.

“Nós, educadores (professores e funcionários de escolas), estamos desde 2009 empenhados na definição da aprovação e aplicação do Estatuto do Educador, necessário para o reconhecimento e valorização do profissional, que pode dar ao ensino público a qualidade que a sociedade maranhense exige e paga por ela”, disse a coordenadora do SINPROESEMMA em Santa Inês, Zuila Silva que informou que os professores  ainda não receberam do governo do estado nenhuma posição favorável às reivindicações da categoria, o que motivou a paralisação.

Em Santa Inês existem nove escolas estaduais onde trabalham 120 professores em média. Segundo Zuila, a greve resultará em saldos positivos, “mesmo com a forte campanha negativa que vem sendo veiculada pelo Estado contra a classe trabalhadora, que tenta confundir a opinião pública, caracterizando a greve como um movimento meramente economicista”.

Na pauta de reivindicações entregue ao governo em janeiro que tem 22 itens, a reivindicação maior é pela aplicação imediata da tabela salarial com base na Lei do Piso. Os professores exigem também a redução do numero de alunos por sala de aula, o que permitirá um ensino de qualidade. “Cobramos para o governo porque queremos uma melhor estrutura para que possamos dar o ensino de qualidade a população e promover a inclusão no mundo de trabalho, para isso também é necessário a reforma e ampliação das estruturas físicas das escolas da rede estadual e  um salário digno para os professores” disse Zuila. A manifestação foi finalizada com apresentação da banda No pé Du ouvido, por volta das 19 horas de terça-feira.