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09/04/2011 12h22

Professores de Santa Inês em assembléia na noite de quinta decidiram continuar greve

A diretora do Sindicato dos Professores em Santa Inês, professora Maria Zuila de Souza disse à reportagem do Agora que os professores da rede estadual decidiram mesmo pela continuação por tempo indeterminado da greve que foi deflagrada em todo o estado. A decisão foi tomada em assembleia realizada na noite de quinta-feira, 7, na Praça Viva Lobato, localizada na Rua da Bacabeira. A reunião durou cerca de 2 horas e a decisão foi por unanimidade. Maria Zuila se disse indignada com a “pressão danosa” que os diretores das escolas estariam fazendo contra os professores caso não voltem às salas de aulas: “é uma falta de respeito grande com a classe educadora, fazê-la passar por constrangimentos.

Estamos acionando os advogados contra da categoria contra dez diretores de escolas por assédio moral, já que eles ameaçam constantemente os professores” afirmou Zuila.

Durante a assembléia os professores reclamaram da falta de manutenção nas escolas estaduais em Santa Inês, uma realidade que segundo eles, é maquiada pelo governo. Foi contestada também matéria veiculada na mídia do estado dando conta que de acordo com levantamentos do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), os professores de nível médio do Maranhão têm uma das melhores remunerações do Brasil. Por 20 horas trabalhadas, os profissionais da rede estadual de ensino recebem R$ 880,94 já os professores de nível superior recebem o valor de R$ 1.631,69. Na folha, toda a categoria recebe a Gratificação por Atividade do Magistério (GAM) de 130%. O piso nacional é de R$ 1.187,08 para 40 horas. Os professores de Santa Inês desmentem essa tese e dizem que o professor de ensino básico ganha apenas R$ 664,00 ao mês e o professor de ensino superior recebe apenas R$ 881. Como protesto,  os professores realizaram uma passeata pelas ruas da cidade na manhã de ontem, sexta-feira partindo do Simproesemma até a Rodoviária.

Greve - A paralisação dos educadores teve início no dia 1º de março e já dura 38 dias. A Justiça do Maranhão decretou a ilegalidade da greve dos professores da rede pública estadual de ensino. Pela decisão do desembargador Marcelo Carvalho, do Tribunal de Justiça do Estado (TJ-MA), os docentes deveriam voltar imediatamente para as salas de aula sob pena de multa diária de R$ 50 mil contra o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Maranhão (Sinproesemma). Somando os dias da decisão do desembargador com a paralisação, a multa chegaria ao valor de mais de R$ 1 milhão.