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07/01/2012 12h07

Vigilância Epidemiológica de Santa Inês intensifica visita a residências

Com a proximidade do período das chuvas no Maranhão, começa a preocupação de dona Benedita Gomes - que mora no Bairro Sabbak - com o perigo oferece o Aedes aegypti, o mosquito transmissor da dengue. “Tomo cuidado para não deixar nada que possa acumular água da chuva. Plantas, garrafas e pneus são observados de perto, eu fico atenta para evitar focos do mosquito. E fico sempre aguardando as visitas dos agentes da vigilância”, diz ela.

Todos esses cuidados, no entanto, podem ser em vão se um vizinho da aposentada não tomar a mesma atitude. E isso é mais comum do que se imagina. O estado registrou até outubro 16 mortes de pessoas vítimas da dengue, a maioria das mortes foram do tipo hemorrágica. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES), o número de casos subiu de 5.987, de janeiro a outubro de 2010, para mais de 13.083, no mesmo período deste ano.

Em 2011 foram notificados 14.026 casos de dengue no Maranhão e 5.351 somente na capital.  De acordo com a Vigilância Epidemiológica de Santa Inês, foram constatados no município 82 notificações, sendo 44 positivas e 38 negativas, três casos a menos do que o ano de 2010 que constatou 47 casos de dengue. Apesar dos números serem pequenos, existem várias pessoas infectadas pela dengue que não comparecem na Secretaria de Saúde do município para registrar o fato.

“O mosquito se desenvolve em ambiente escuro, com água parada e limpa”, explica a diretora de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde de Santa Inês, Francisca Moura que juntamente com sua equipe, intensificou as visitas aos bairros. De acordo com ela, todas as sextas-feiras, há reuniões com agentes e visitas as casas por bairros.

Segundo servidores da vigilância “a população precisa ficar atenta aos recipientes onde a água pode se acumular, como pneus, garrafas, vasos de plantas, restos de obras, sacolas plásticas e até a gavetas da geladeiras”, acrescenta.

Em caso de foco não controlado do mosquito na vizinhança, o ministério da saúde aconselha a comunidade a procurar a Secretaria de Saúde do município para denunciar.

Quando houver suspeita de contaminação, especialistas alertam para o risco de se automedicar. O ideal é procurar o posto de saúde mais próximo, já que os sintomas da dengue são muito semelhantes aos da gripe.

O secretário de saúde do estado, Ricardo Murad afirmou que os prefeitos dos 33 municípios (entre eles, Santa Inês) considerados de risco eminente de epidemia de dengue pelo Ministério da Saúde e os gestores regionais serão chamados para um novo encontro, na próxima terça-feira (10), às 8h30, no Cemesp. “Precisamos garantir que médicos, enfermeiros e auxiliares desses municípios e da grande São Luís sejam qualificados para identificar e tratar o paciente vítima de dengue para que a doença não seja agravada”, ressaltou ele.