/Editorial
24/08/2011 09h43

Recrudesce a violência em Santa Inês e região

Dois assassinatos bárbaros registrados em Santa Inês no último fim de semana, acenderam a luz vermelha (cor do sangue derramado pelas vítimas) e sinaliza que passou da hora de as autoridades de segurança e demais outras repensarem sobre a segurança de nós habitantes desta urbe e da região. Polícia Militar e Civil, Judiciário e Ministério Público, Prefeitura (responsável pela iluminação pública) e Câmara Municipal, representante do povo, além de instituições civis, devem sentar-se à mesa para discutirem uma agenda que leve a uma alternativa, cujo objetivo seja o de frear o grau de violência que vem tomando conta da cidade e arredores.

Não adianta só fazer ou anunciar presídios para Santa Inês. Até porque poucos marginais ficam presos. Sobre isso, nos assustamos a cada dia ao publicarmos que meliante X “caiu outra vez”, que quer dizer no linguajar policial, que o tal foi preso outra vez. O que nos assusta não é a prisão pela “enésima” vez do marginal, mas é a facilidade com que ele ganha a rua. Logo não adianta só a polícia prender. Daí que o que falta mesmo é uma força tarefa que envolva todas essas instituições citadas no primeiro parágrafo deste Editorial, para que se estanque tamanha violência que nos assola.

Os assassinatos a facadas (13 ou 17, não se sabe ao certo) e a balas, registrados entre sábado e domingo, foram de tamanha crueldade que nos obrigam a cobrar das autoridades maior empenho para colocar detrás das grades os executores de tais crimes. A sociedade não deve e não pode se calar diante da barbárie acontecida. Porque um homem foi morto com tantas facadas quando apenas defendia seu pequeno patrimônio – uma bicicleta e um relógio? Porque um jovem na flor da idade foi executado a balas quando transitava pelo bairro onde morava? Respostas que só as polícias têm o dever de nos responder, mas que a sociedade não se omita - mais do que já se omitiu – de cobrar. Quem agiu da forma cruel e covarde como agiram os “matadores” do final de semana que passou, é bem provável que estivessem sob o efeito de drogas. E se assim estavam, é porque alguém lhes vendeu, logo se chega a uma outra conclusão: Santa Inês é um paraíso para os traficantes. E seguindo também essa vertente, fecha-se este Editorial exigindo-se que todos que fazem parte desta cidade e arredores, incluindo-se aí todos citados no arcabouço do primeiro parágrafo, que definitivamente façam alguma coisa para impedir o recrudescimento da violência! (Por Clélio Silveira Filho)