/Editorial
06/07/2011 09h41

Santa Inês superlativa

A cidade de Santa Inês finalmente dispara para um crescimento sem fronteiras. Queiramos ou não, ninguém mais segura o progresso que desembarca a mil por hora na cidade. Em pouco menos de oito anos o comércio de Santa Inês extrapolou qualquer exercício que tenhamos feito para o seu desenvolvimento. Uma amostra disso, são os armazéns e galpões que até 2003 ou um pouquinho mais adiante, viviam sem serventia na Avenida Castelo Branco, ao longo da BR 316 que corta a cidade. Hoje é coisa rara encontrar um disponível para aluguel ou mesmo para venda.
As travessas e ruas paralelas às ruas do Comércio e Santo Antonio eram “descartadas” por quem pretendesse colocar qualquer tipo de comércio. Hoje estão todas lotadas de lojas que vendem os mais variados produtos. A avenida da Laranjeira lá pelos idos de 2004, 2005, se sustentava com duas ou três farmácias, um armazém atacadista e um supermercado. Hoje a mesma avenida está completamente tomada dos mais variados tipos de comércio e já alcança o Contorno onde as BRs 222 e 316 se encontram. Na verdade, do São Benedito, quase na divisa com Pindaré, até o Contorno, algo aí por volta de quatro a cinco quilômetros, virou uma área comercial sem parâmetros na região. Bagunçado, desorganizado, mais um setor comercial de encher os olhos de quem vem aqui pela primeira vez. Somos a bola da vez. Disso ninguém tem dúvidas.

Em Santa Inês tudo ficou relativamente grande. O comércio, o número de carros e motos, (os congestionamentos estão por todas as partes) a quantidade de transeuntes pelas ruas, o número de escolas, de clínicas, de camelôs, de negócios, de loteamentos, o número de bairros e vilas, de revendas de carros, de motos, de construções em andamento, de pizzarias, de igrejas, de empregados no comércio, de cursos superiores, técnicos, etc. Nem a atual administração Municipal estava preparada para tanto crescimento em tão pouco tempo. Ainda bem que no comando do município está alguém consciente da missão que terá que levar a cabo até o fim de seu mandato. A bem da verdade, a preocupação que se tem que ter de agora em diante, é com quem vai estar no comando do município a partir de 2013, pois até o dia 31 dezembro de 2012 sabe-se que o município está atracado em um porto seguro. Mas, imagine se daí por diante entrar no “comando” desta nau um mal intencionado, um gestor incompetente e acima de tudo desonesto? Aí poderemos experimentar dias turbulentos no crescimento estrutural e econômico de Santa Inês. Até lá, rezemos!!!