03/09/2011 10h12
A insensatez também mata!

Os números são absurdos, mas são reais: apenas nos 03 primeiros meses do ano, mais de 10 mil veículos foram multados por excesso de velocidade somente em nossa capital (e em vias urbanas), segundo informações das autoridades de controle do trânsito.
Esses números assustam a quem procura dirigir com responsabilidade, respeitando as regras, os pedestres, os ciclistas e os outros motoristas.
A imprensa, por sua vez, vem publicando uma série de reportagens demonstrando que o trânsito está se transformando no maior vilão da atualidade.
Os mesmos “atores” (motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres) são todos culpados pelo crescimento vertiginoso das estatísticas da violência nas ruas e nas estradas e, infelizmente, nós, os maiores envolvidos, não estamos nos dando conta da tragédia que se abate todos os dias sobre as nossas famílias.
É. Muitas vezes a tragédia bate à porta de nossos amigos, de nossos parentes e a gente nem imagina que um dia possa ocorrer conosco. Mas é bom começar a pensar desta forma.
É inadmissível que as pessoas conduzam seus veículos pelas ruas como se fossem donas do mundo. Como se à sua frente, ao lado ou atrás não houvesse outro veículo, ou não existissem outras pessoas com sonhos, projetos e idéias iguais ou até maiores que os seus.
Da mesma forma, é inaceitável que ciclistas e pedestres andem pelas ruas como se passeassem pelo quintal de casa, sem dar a mínima atenção às regras de segurança.
Se todos tivessem o nível de responsabilidade necessário, se todos tivessem preocupação com a própria vida e com a vida do próximo, certamente os números divulgados lá em cima seriam reduzidos drasticamente.
Acidentes sempre aconteceram e vão continuar acontecendo (aqui, ali... E nos mais organizados e disciplinados centros urbanos do mundo). Mas uma dose de bom senso poderá ser o elemento indutor de uma nova realidade.
E por falar em “dose”, é necessário que as pessoas entendam de uma vez por todas que o álcool não combina com direção! Quem quiser tomar seus “pileques” tem todo o direito, mas não tem, certamente, o direito de sair às ruas atentando contra a vida dos outros.
Por outro lado, não basta que as pessoas tomem consciência individualmente dos erros que cometerem nas ruas, ao conduzir veículos ou mesmo caminhar. É preciso, também, que as autoridades tomem medidas duras aliadas a campanhas educativas de verdade!
O que leva alguém desenvolver uma velocidade acima do permitido e tolerável nas ruas de uma cidade? O que a leva a ser tão imprudente e irresponsável?
É preciso se identificar os condutores que mais recebem multas (e isso é possível, a partir da placa do veículo, uma vez que a maioria das multas são oriundas de radares que geram imagens dos infratores e são anexadas às notificações de multas).
Chega desses paliativos que sempre são exibidos como “grandiosas ações”. É hora de fazer algo que chame a atenção de fato. E que, ao mesmo tempo, sejam aplicadas sanções severas para quem infringir as normas.
Talvez seja, até mesmo, necessário que as pessoas flagradas e multadas por excesso de velocidade sejam, efetivamente, proibidas de dirigir. Porque, talvez, somente com medidas radicais é que os condutores ruins, irresponsáveis e inconseqüentes aprenderão a respeitar as leis e a própria comunidade.
Se não for assim, mas gente continuará morrendo... Os números lá de cima persistirão em crescer... As reportagens acerca do assunto permanecerão pautando toda a imprensa...