16/04/2011 10h15
“Bullying” (Para um bom entendedor, poucas palavras bastam)
Wellington, o atirador da chacina do Rio levantou uma questão (mais uma!) dos nossos dias: o “bullying”.
Em uma carta que ele deixou, dizia que era ridicularizado por outros alunos.
Analisando a definição de “bullying” o povo brasileiro deveria entrar com uma ação contra nossos políticos. É. Eu acho que a maioria dos políticos faz “bullying” com cada cidadão brasileiro (humilhação dos idosos nas enormes filas de hospitais, insegurança, educação em frangalhos, salário mínimo ridículo, trabalho escravo, além de outras piadas que colocam em nossa vida).
Ficamos com cara de palhaços, estressados, depressivos quando eles aumentam os próprios salários com a maior facilidade. Isso não é “bullying” social?
A propósito, o que é mesmo “bullying”?
Basicamente, a prática do “bullying” se concentra na combinação entre a intimidação e a humilhação das pessoas (geralmente as mais acomodadas, passivas ou que não possuem condições de exercer o poder sobre alguém ou sobre um grupo).
Isso mesmo! E se você discorda dessa definição é porque nunca pegou um ônibus às sete da manhã, lotado, pendurado na porta... ou não dependeu do SUS ou da educação pública.
Quantas situações humilhantes vivenciamos por falta de uma boa gestão administrativa dos nossos governantes!
Pois é. Até parece que o melhor negócio do mundo é mesmo ser político. Mesmo assim, não aconselho ninguém seguir por este caminho. Por isso fique no seu cantinho e aprenda a sobreviver (preferentemente com dignidade).
Mas como toda regra, na política também há exceção. E é lógico que temos uma seleção de homens públicos que representam a reserva moral da nossa sociedade (um verdadeiro craque, um goleador político). Agora, quanto àqueles que mais fazem gols contra do que a favor (os que praticam o “bullying” político), não devemos nos calar, e muito menos aceitar. Protestemos. Sejamos inteligentes. Principalmente na hora de votar!
Saibamos, pois, reagir ao “bullying” social nas eleições. Digamos não àqueles que fazem maracutaia, negociatas e cometem exageros com o dinheiro público, abusando do poder e de outras coisas que nos deixam depressivos, raivosos, humilhados.
Uma pena que não podemos falar tudo que gostaria. Mas como diz o ditado:
“Para um bom entendedor, poucas palavras bastam”.