14/01/2012 11h53 - Atualizada em 14/01/2012 11h54
Em um Novo Ano, sonhemos mais!
Adeus 2011!
Avante 2012!
Há duas semanas o tão esperado, e por muitos festejado, ano novo nasceu.
Confesso que quase não observei plenamente a “passagem” ou “troca” do velho para este novo ano (em outra oportunidade esclareço).
E como sempre, quase todas as redes de Televisão dedicaram enorme espaço de sua programação para alguns “profetas” e suas “pré-visões” do futuro. Outros canais de TV fizeram e ainda fazem longas reportagens com “personalidades” anunciando suas resoluções de ano novo: emagrecer, estudar, parar de fumar, casar (com muitos se preparando para ser exemplo nesse “item”), etc. e tal.
E nós, pobres mortais? Já sofremos o suficiente ao longo da vida para descobrir que existe uma enorme distância entre o que desejamos e o que o mundo espera de nós?
Cá entre nós, não acredito que o simples fato de não corresponder à expectativa do mundo possa simbolizar um atestado de fracasso (de que teríamos falhado nisso ou naquilo).
Na realidade, este cronistinha de pouca tinta que vos escreve não costuma fazer resoluções de Ano Novo, simplesmente porque tentar ser melhor, vencer vícios ou superar desafios deve estar sempre no foco de qualquer pessoa de bom senso (seja na Páscoa, no Natal, no réveillon, no carnaval...).
E tem mais: essa história de pular sete ondinhas, comer lentilhas, guardar sementes de romã na carteira, nada tem a ver comigo, pois sei que muito pouco conquistarei pela sorte ou pelo acaso (já abordei este assunto na crônica “Simpatias e Antipatias de Fim de Ano”, há uns 04 anos atrás).
Na realidade, é preciso trabalhar muito, se dedicar mais ainda e “botar fé no taco”. Senão meu irmão, mandinga nenhuma colocará ninguém no topo.
Os mais experientes nos ensinam que as raízes da infelicidade crescem na falta de coragem necessária para mudar. E que a busca da felicidade inclui a necessidade de reconstruir o próprio EU, mudando o que for preciso para que nossa vida se adapte aos nossos mais profundos desejos.
Ensinam-nos mais ainda: que a chave para alcançarmos a paz de espírito necessária para encarar os desafios de um novo ano é a sintonia entre o que nosso coração deseja e o que vivenciamos. E que não se conquista essa sintonia de maneira serena, como o desabrochar de uma flor (plácido e suave). Mas sim, de forma dolorosa (como um parto). É verdade...
Como novas borboletas se livrando do casulo das velhas lagartas, é preciso que nos desfaçamos das velhas carapaças da preguiça e do egoísmo para que o novo ano nos seja realmente próspero.
Assim, ao invés de sortilégios, devemos entregar a responsabilidade de nossa vida às nossas próprias mãos. E se precisarmos sofrer por isso, que seja assim. Pois é preciso pagar um preço por tudo, nada vem de graça!
Tá. E se lá na frente, acharmos que as coisas não aconteceram da forma que planejamos? Bem, então, com certeza aquele não era o melhor plano. E nem DEUS, nem o destino, quiseram assim.
Portanto, a melhor resolução de ano novo é deixar a vida entrar para fluirmos com ela. E não é difícil não. Uma dica é se envolver naquele pagodinho que embala o jogador de futebol Robinho: “... deixa a vida me levar, vida leva eu...”.
Outra dica é fazer como eu: realizar um rigoroso check-up (no corpo e na alma!), de sorte a diagnosticar eventuais “defeitos”. Tentando, logicamente, corrigir o que puder.
Finalmente, lembremos o que nos disse Marcel Proust: “SE SONHAR UM POUCO É PERIGOSO… A SOLUÇÃO PARA ISSO NÃO É SONHAR MENOS, É SONHAR MAIS!”
Felizes sonhos. Feliz 2011!