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12/12/2011 10h59

PAPAI NOEL - Qualquer um de nós pode ser

09, 10 e 11 de dezembro - Estas são as datas em que esta coisinha apelidada de crônica circulará por aí afora (nas bancas, nas mesas, nas mãos, na net...).

25 de dezembro – Data em que, quase todo o planeta celebra o NATAL (a maior festa da humandade que, para os filhos de Cristo, representa o nascimento de Jesus e para os filhos do capitalismo, o ápice de uma mera e lucrativa corrida ao comércio).

Mais uma vez Natal. Tempo mágico de renascermos, de deixarmos nascer em nossos corações um Menino que poderá mudar nossas vidas, de mostrarmos que amamos as pessoas mais caras para nós, dando-lhes carinho, afeto e respeito (e presentes também). Presentes que podem ser apenas simbólicos, mas que significam, antes de qualquer outra coisa, que lembramos dessa pessoa. Que pensamos nela.

E aqueles, menos privilegiados que nós, que precisam de mais do que um presente simbólico, mais do que carinho, afeto e respeito? Esses formam a dura realidade: pessoas carentes, muito pobres, que precisam de tudo (até do alimento mais básico). Crianças que nunca ganharam um presente sequer (uma roupa nova, um par de sapatos novos).

Em meio a tudo de ruim que ronda a nossa sociedade, fico fascinado em ver (nos últimos Natais), acontecer uma coisa que eu acho fantástica.

Vou compartilhar: todos sabemos que as crianças, até certa idade, acreditam em Papai Noel. Sabemos sim, porque nós também acreditamos (por um período curto, talvez, mas acreditamos). E antes mesmo de saber o significado do Natal, as crianças ficam conhecendo Papai Noel.

E até que acabe o encanto, até que o Velhinho perca a magia, que a criança descubra que não existe quem consiga dar brinquedos para todas os pequenos do mundo inteiro, ela acredita que os presentes que ganha na festa maior da humanidade são trazidos por ele (o velho Noel de roupa vermelha e barbas brancas, de um tempo frio que não tem nada a ver com o nosso). Mas o que importa, ora, ora? É colorido e faz "Hou, hou, hou”!
Por isso, pedem coisas a ele. Escrevem cartas endereçadas ao Polo Norte... e até colocam nos Correios o seu singelo “Sonho de Natal”!

É fácil testemunhar, vivenciar e realizar esse sonho: basta ir a uma agência dos Correios. Lá nos deparamos com o sonho de muitos que quase nada têm, ainda pouco transformado em realidade por tantos que de muito dispõem!

São inúmeras cartas de crianças fazendo pedidos ao Papai Noel (muitas enviadas também por adultos carentes) que os Correios colocam à disposição de quem quiser e puder atender a um pedido. De quem se dispuser a realizar um pequeno e tão sonhado “sonho de Natal”.

Eis aí uma excelente, simples e barata oportunidade de se restabelecer o encanto, de se resgatar a magia, de podermos provar que existe um Papai Noel em algum lugar... e por que não dentro de nós?

Ah, não surte efeito! Surte sim. Não elimina a pobreza, não acaba com a desigualdade... talvez nem melhore o mundo (gigante em tamanho e em diferenças sociais), mas fica a atitude. Abrem-se as iniciativas, geram-se os estímulos... encorajam-se as ações!

E embora não vistam a roupa vermelha, nem tenham barba branca, muitas pessoas vão lá e escolhem uma carta e atendem ao pedido nela manifestado (algumas pessoas, diga-se de passagem, com os requisitos e as mesmas necessidades dos humildes signatários das cartas).

Pronto: escrevi a crônica da semana, preenchi o espaço da página a mim destinado, cumpri o meu encargo. Pronto, era só isso... Até semana que vem, quem sabe com um “tiquinho” a mais de inspiração e requinte na arte de escrever  (ou escrevinhar, como costumo tagarelar)...

Em tempo: este é o verdadeiro espírito do Natal. Isto mostra que o Menino de dois mil e tantos anos está nascendo, mais uma vez, no coração dos homens. Que ELE permanece entre nós!

E então? Vamos lá? Quem sabe não podemos devolver o espírito do NATAL verdadeiro a alguém?