/Língua Afiada
26/11/2011 10h53

Segurança Pública

Este pedacinho de página está sendo preenchido em 24.11.11, uma quinta-feira, quando amanhecemos com a notícia de que em um Estado da Federação a sociedade está sob a proteção da Força de Segurança Nacional, eis que os organismos de segurança estaduais estão paralisados (Bombeiros e Policiais Militares e Delegados de Polícia Civil deram início a um movimento grevista por prazo indeterminado).

Pronto: fiquemos com a notícia, deixando para os representantes de ambos (governo e grevistas) o debate acerca da justeza das reivindicações, legalidade e legitimidade do movimento, condições de negociação, etc.

E já que “isto não nos pertence”, roguemos (aqui de fora do “caldeirão”) para que o noticiário futuro nos seja alvissareiro, oferecendo-nos boas notícias e nenhuma catástrofe em decorrência desse cenário.

Vamos ao que interessa, na carona do momento: a violência e a criminalidade.

Nesse Brasilzão de meu Deus sempre foi assim: o tema Segurança Pública é tratado com maior intensidade durante as campanhas eleitorais. Já no período administrativo, se é que podemos assim chamar, é motivo, na maioria das vezes, de meras declarações ufanistas.

Claro que reconhecemos as ações governamentais realizadas. Mas é preciso fazer mais. Muito mais! No mínimo, faz-se necessário e urgente implementar maior profissionalismo às medidas do setor.

E por que tanto discurso acerca da segurança pública no auge de campanhas eleitorais? Ora, ora! É que as pesquisas de opinião sempre indicam esse assunto como prioridade para a população (a segurança é preocupação latente para a maioria da população).

E nos palanques, debates, entrevistas e no corpo a corpo com o cidadão os candidatos exploram bastante a questão, garantindo total e absoluta prioridade no combate à violência e ao crime (quão bonito!).

Êpa! Esse problema não pode ser combatido apenas com pronunciamentos, ou promessas. Da mesma forma, não pode ser combatido, tão-somente, com medidas meramente paliativas. Faz-se necessário atacar as causas e não as conseqüências (talvez, estejam exatamente aí as razões da sobrevida de tão grave mazela social!).

Isso é o Brasil. E o mundo lá fora, como anda? Bem, os exemplos bem-sucedidos no mundo dito civilizado indicam que antes de se combater a violência e o crime é preciso investir no social.

Um exemplo? Nova Iorque (New York, USA), com o seu “Tolerância Zero”, é um exemplo disso. Lembram? Nenhum gestor público na maior cidade do planeta poderá, doravante, negligenciar a continuidade do programa lá implantado, porque ele foi assentado sobre bases sólidas: o social!

Lá os espaços públicos foram retomados. As comunidades pobres receberam apoio e financiamento para o desenvolvimento de atividades produtivas e rentáveis. As escolas públicas receberam tratamento prioritário e diferenciado...

... Aqui contemporizamos com a violência, criminalidade, greves, discursos...