17/12/2011 11h33
Vamos “brincar” de PAPAI NOEL?
Cristãos ou não, crentes ou não, todos somos beneficiados por esta atmosfera especial que envolve o planeta nesta época do ano. Todos somos tocados de alguma forma pelo espírito natalino…
Desde o mês passado, Papai Noel já está nas ruas convidando-nos a garantir os presentes dos amigos-secretos e os ornamentos de nossas portas, nossas casas, nossos ambientes domésticos… Os prédios foram decorados caprichosamente com lâmpadas coloridas, e os centros comerciais, revestidos de vermelho e branco, reforçam o apelo do “bom velhinho” com artigos variados e promoções diversas.
Dentro dos lares, as árvores foram montadas com criatividade, os cardápios são elaborados com requinte e os preparativos vão sendo executados com sobra de tempo e sem grandes economias para a noite em que se reunirão amigos e parentes a festejar.
Mas, o que é mesmo que iremos comemorar?
Apesar de ser propalado aos quatro ventos, por políticos e similares, que tudo está bem no Brasil, que o país nunca esteve tão bem, sabemos que não é bem assim.
A educação está falida, a saúde na UTI, a segurança pública nunca esteve tão refém do crime e da violência e a pobreza ainda persiste.
Há muita gente carente que precisa do apoio daqueles que tem o privilégio de ter pouco mais do que o mínimo necessário, e as crianças de famílias que não podem comprar presentes para seus filhos escrevem carta para Papai Noel, pedindo não só brinquedos, mas coisas necessárias à sua subsistência.
Como costumo falar aos meus amigos, podemos ser “Papais Noéis”, nós, cidadãos comuns, pobres mortais (nem que seja de “brincadeirinha”).
Na semana passada, compartilhei com vocês a agradável surpresa de constatar que as agências dos Correios têm um espaço para colocar à disposição do público um “mundaréu” de cartas subscritas por pessoas carentes (em todos os sentidos) de nossa comunidade que, originalmente “endereçadas ao Bom Velhinho”, nos tocam com pedidos os mais diversificados (desde brinquedos e roupas, novos ou usados, passando por cestas básicas até uma simples visita em seu lar... um mero abraço).
Essas cartinhas, que crianças (e até adultos) escrevem para Papai Noel e enviam para um endereço qualquer (como o Pólo Norte) estão à disposição de quem quiser e puder atender a um desses pedidos, desde o mês passado.
É só a gente passar lá e escolher uma ou mais cartas, nas quais tenha alguém pedindo o que podemos dar e levar ao endereço do remetente.
É um grande presente para nós, doadores do presente a um irmão carente, a satisfação e a emoção de nos sentirmos “Papais Noéis”, de fazermos o mito virar realidade. De termos e de proporcionarmos um Feliz Natal.
Afinal, todos nós ganhamos um grande presente em todos os Natais: o nascimento do Menino que vem todo ano para lembrar-nos que Ele está conosco. Por que, então, não dividirmos a alegria de recebê-lo e trocarmos presentes entre nós, também filhos de Deus?
Passe nos Correios de sua cidade. Procure pelas cartas dirigidas ao Velhinho do Natal e seja mais um Papai Noel.
Cada cartinha escolhida e atendida significa pelo menos duas pessoas felizes: o presenteado... e você!