24/06/2011 21h01 - Atualizada em 24/06/2011 22h53
Você tiraria o chapéu?

O convívio político sempre se fez presente no dia a dia de qualquer cidadão, seja de forma direta ou indireta. Inúmeras foram as mudanças vivenciadas por este cronistinha de pouca tinta no cenário político tupiniquim, desde a juventude até hoje.
E o que se percebe é que só se encontra político quando está perto de eleição (é um vai e vem constante, um querendo mais que o outro. Parecem uns cordeirinhos). Depois do pleito eleitoral, a maioria não nos conhece mais, nem bom dia, nem boa tarde!
Se torna cansativo. Se transforma em doença ser usado em épocas de eleição (pois nesse período, somos apenas um número a mais). No auge do processo eleitoral, todos somos amigos. Depois, onde está o amigo? Isto é uma vergonha! - bem diz um conhecido apresentador de TV nacional.
Profissionais lutam por salário justo e digno, e não são atendidos. Qual a resposta? Não há verba. E não temos mais onde e nem a quem recorrer. As desculpas geralmente apresentadas não convencem a ninguém.
E à medida que o tempo passa, a corrupção se torna ainda mais forte na “terra brasilis”. Os salários da população brasileira são precários. Os pais não podem sequer pagar um colégio bom ou uma faculdade aos seus filhos.
E por falar em educação, como ela fica? A educação é um dos elementos essenciais para a dignidade humana. Temos que ficar calados? Só dizer amém a tudo e a todos?
Já pensaram que uma mãe, dentro do seu lar, com três ou quatros filhos já tem dificuldade em educá-los. Imaginem, então, um educador com a sala de aula superlotada? É uma loucura! É de sair correndo e, muitas vezes, pedir socorro, porque as horas que eles passam em sala de aula com nossos filhos é uma responsabilidade muito grande. Uns entendem e outros não (o processo de ensino é algo complexo).
Vamos, senhores governantes, dêem uma remuneração estabelecida em lei aos nossos profissionais da Educação. Pensem em seus familiares que sofrem com a falta de recursos.
Voltando ao “rebuliço” do período eleitoral: antigamente, acolhíamos todos os candidatos de qualquer partido. Agora, parece a Guerra do Vietnã.
Aqueles tempos bons, ao que tudo indica, não voltam mais. Os candidatos que por lá passaram, tiveram mandados significativos em prol da população. No momento, não convém lembrar seus nome, pois poderíamos ser injustos com alguns. Mas foram muitos, muitos os que honravam o nosso voto!
Mas tudo bem. Daqui pra frente, o que vai acontecer com nossos filhos, netos ou talvez bisnetos? A vida está muito difícil. Ainda fazendo referência aos profissionais da educação, tem professor que sequer consegue colocar o pão de cada dia à mesa de seus filhos.
Diante de tudo o que vemos, diariamente, nos meios de comunicação, possivelmente não haverá mais professores em sala de aula num futuro bem próximo (e nem pouco promissor). Há um desprestígio muito grande na carreira do educador brasileiro!
Sejamos justos e honestos: nossos filhos precisam de uma educação melhor, regida por profissionais mais valorizados e proporcionada por governantes mais comprometidos!
Como todos os mortais, o cidadão conta com apenas um título eleitoral, mas sabe muito bem onde se inicia e onde está o problema. Portanto, se a realidade apresentada não mudar, poderíamos fazer igual ao palhaço deputado federal: “vote em Tiririca, pior que tá não fica”!
Diante dos fatos narrados anteriormente, “você tiraria o chapéu” para a política brasileira, como perguntaria um outro grande apresentador da TV brasileira?