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10/09/2011 12h42

Duplicação da Estrada de Ferro Carajás é iniciada pela Vale

Apesar do imbróglio envolvendo as obras, a Vale iniciou a duplicação da Estrada de Ferro Carajás (EFC) nos trechos das cidades maranhenses de Santa Rita, Itapecuru-Mirim, Bom Jesus das Selvas, Açailândia e Cidelândia; e no paraense, Marabá. Estão sendo realizadas obras de terraplanagem, drenagem, construção de obras de arte especiais (bueiros, passagens de gado, passagens de veículos, etc.), superestrutura. Também estão sendo instalados rabichos ferroviários (hastes de manobra), infraestrutura de sinalização, energia e telecomunicações.

A Estrada de Ferro Carajás é responsável pelo escoamento do minério extraído no Pará para a exportação a partir do porto de São Luis, no Maranhão. A obra de duplicação aumentará a capacidade anual da ferrovia dos atuais 100 milhões de toneladas para 230 milhões até 2014. Porém, no trajeto do megaempreendimento, estão pelo menos 21 municípios, diversas comunidades e uma polêmica concessão ambiental baseada em um imbróglio que ilustra a fragilidade do sistema de licenciamento no País.

Em novembro do ano passado, o movimento intitulado Campanha Justiça nos Trilhos se uniu à ONG Justiça Global e enviou um parecer ao Ministério Público Federal pedindo que as licenças obtidas pela Vale até aquele ano fossem revistas. Segundo o documento, as obras da Vale seriam responsáveis por um impacto muito grande na região, sobretudo socioeconômico. Ainda de acordo com o parecer, para realização da obra, seria necessária a remoção de centenas de famílias, além de intervenções em APPs (Áreas de Preservação Permanente).