/Mulher e Cia
25/05/2011 16h48 - Atualizada em 26/05/2011 10h21

MULHER & CIA 609

 

Perfume = emoções

Podemos até não perceber, mas nosso cotidiano está rodeado de cheiros que designam nossas vidas e são capazes de despertar emoções, lembranças e comportamentos que muitas vezes não são conscientemente percebidos. É por isso que comumente sentimos um aroma e logo vem em nossa mente recordações sobre determinada pessoa, lugar ou acontecimento de uma etapa de nossas vidas. E isso não acontece por acaso. Tal fenômeno recebe o nome de memória olfativa.

Contudo, os cheiros, isolados, não têm o poder de despertar lembranças se não houver os estímulos e respostas condicionadas. “Quando você sente um cheiro pela primeira vez, você o associa a uma pessoa, coisa ou momento e com isso o cérebro produz uma ligação entre o cheiro e a memória. Ao encontrar o mesmo cheiro novamente, a associação já está feita, pronta para produzir uma emoção positiva ou negativa”, explica a psicóloga Ana Porcina Santana.

Invisíveis, mas indispensáveis em qualquer produção, o perfume é uma das características mais marcantes de cada pessoa, tal fenômeno explicaria o costume das pessoas em escolher e adotar a mesma fragrância por muito tempo, até anos. Por isso, não é à toa que os perfumes são considerados um verdadeiro meio de comunicação entre os indivíduos.
Especialistas dizem que a escolha por uma fragrância não acontece por acaso. Ela funciona como um meio de transmissão do que sentimos e desejamos. “Um aroma pode sim revelar inúmeras facetas da personalidade, do caráter e estilo de vida de cada pessoa, pois tal escolha dar-se de acordo com o nosso humor e o que esperamos proporcionar com tal cheiro”, explica a psicóloga.
Assim como a escolha é pessoal, os estímulos causados pelos aromas também têm suas particularidades. “A percepção do olfato não é padronizada, um mesmo cheiro pode ser prazeroso para uma pessoa e desagradável para outra. Por isso, escolher o perfume preferido é um processo pessoal, que depende do momento que se está vivendo, das características de cada um e até de pequenos detalhes como a embalagem do produto”, afirma Ana Porcina.
O que poucos sabem é que a memória olfativa e a relação entre cheiro e personalidade saíram do âmbito científico e foram aderidas pela indústria especializada.
Para as mulheres, até 2008, os florais, principalmente os mais delicados e refrescantes, dominavam o mercado. Ao longo dos anos, a consumidora demonstra a aceitação de perfumes mais descontraídos e joviais, como é o caso do frutais, e a consolidação de perfumes mais marcantes e sofisticados que é a proposta dos adocicados. Já para os homens, pode-se observar um aumento na participação do caminho olfativo de ervas mostrando que o frescor é uma qualidade muito apreciada na motivação de compra para este público.
Como escolher um perfume?
Um mesmo perfume cheira de uma maneira diferente em cada pessoa. A quantidade de água que há na epiderme, a temperatura corporal, a secreção sebácea, o PH... Todos esses fatores influenciam no cheiro de uma fragrância. Veja dicas para escolher o seu perfume preferido:
- De manhã cedo, as faculdades olfativas estão mais sensíveis. Essa é a melhor hora para se ir atrás de um perfume. Nesse dia, é melhor não utilizar nenhum perfume para evitar as misturas ou qualquer outra referência olfativa.

- Não é aconselhável experimentar mais de três perfumes. Após quatro ou cinco fragrâncias, perdemos o olfato e o mais provável é confundirmos os aromas.

- Jamais se deve cheirar o perfume diretamente no frasco. É preferível senti-lo à distância. A melhor coisa é borrifar um pouco no ar, cheirar e sentir a fragrância. Caso se queira senti-lo na pele, as mãos são o lugar ideal. Mas não esfregue uma na outra, isso destrói a estrutura da fragrância e faz ela se evaporar antes.

- Não se deve cair no erro de escolher um perfume porque esse fica bem em uma outra pessoa. A química pessoal o transforma. Fragrâncias com base oleosa fixam mais na pele e exalam o mesmo aroma em qualquer pessoa. Nas bases alcoólicas, depois que o álcool se evapora, os ingredientes naturais se misturam criando um cheiro diferente para cada pele.

- Quando sentir que um aroma se funde à pele,  se harmoniza com os sentidos e se adapta à personalidade, então é só comprá-lo.
Por Ana Porcina Santana - Psicóloga

 

Fazer lição de casa pode se tornar agradável
Pode até ser comum, mas não é o normal. Se a criança tem aversão à lição de casa, e fazê-la cumprir as obrigações escolares é tarefa penosa para os pais, alguma coisa certamente está errada, seja na rotina da criança ou mesmo nos métodos adotados pela professora em sala de aula. “Apesar de obrigatório, fazer a lição de casa deve ser um momento agradável”, afirma a psicopedagoga Ana Souza.
Através das atividades em casa, os pequenos podem, além de fixar o conteúdo aprendido em sala de aula, desenvolver noções de responsabilidade e organização. Por isso, antes de qualquer coisa, é necessário que os pais estabeleçam junto aos filhos uma rotina que dedique tempo tanto para o lazer quanto para as obrigações escolares.
“Estipular um horário para as lições é essencial”, expõe a psicóloga Maria Rita, diretora pedagógica de uma escola de educação infantil. “Para isso, é preciso estar atento ao ritmo da criança. Se ela estuda de manhã, o melhor horário para as lições é durante a tarde, depois de algum tempo de descanso”. a
Vale ressaltar ainda que a obrigação deve preceder a diversão. Além de funcionar como uma espécie de ‘prêmio’, a missão de tirar a criança de uma atividade prazerosa para fazer o dever é difícil e pode causar atritos desnecessários.
A opinião da criança sobre qual seria o melhor horário é importante, porque, segundo Ana Souza, “quando ela participa das decisões, fica mais fácil, diante do não cumprimento, os pais cobrarem. O comprometimento é maior e não poderão dizer que são os pais que querem assim”.
Uma vez estabelecido o horário, a criança deverá cumpri-lo obrigatoriamente. Neste momento, cabe aos pais apenas a supervisão. Em caso de dúvidas, podem ajudar através de ‘dicas’, mas nunca fazer a lição no lugar da criança. “Os pais que se informam sobre o conteúdo dado em sala de aula podem aplicá-lo ao cotidiano da criança para ajudar na fixação”, sugere Maria. “Mas não devem, nunca, encobrir o pequeno: se a tarefa não foi feita, não podem incentivá-lo a inventar desculpas para a professora, por exemplo.”
Entretanto, Maria alerta, se a criança tem apresentado muitas dificuldades no momento do dever de casa, os pais precisam voltar suas atenções para os métodos da escola. “A aprendizagem é função da escola. Se os pais precisam ensinar à criança tudo o que ela supostamente aprendeu em sala de aula, há alguma coisa errada”.
As lições devem estar de acordo com o grau de compreensão da criança e, uma vez que “a carga horária na escola é pesada, não deve ser estendida em demasia dentro de casa”, afirma Ana Souza. “De todo modo, estudar é uma obrigação da criança e um hábito a ser desenvolvido”. Inicialmente, é recomendável que ela dedique de 10 a 15 minutos para a realização do dever, segundo Maria Rita.
O recomendável às escolas é que a quantidade de deveres aumente gradativamente conforme a idade. Um bom modelo é o apresentado pela  Escola de Educação Infantil Ápice, em São Paulo: aos quatro anos, é dada uma lição de casa por semana, baseada em pesquisas. Aos cinco, a criança tem lições duas vezes por semana, já com conteúdo de matemática, português etc. A partir dos seis anos, esse número aumenta para quatro. “O importante é que a criança desenvolva uma relação positiva com a lição de casa e até goste de fazê-la”, finaliza Maria que trabalha na escola.