08/02/2012 11h09
Mulher & Cia 682
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Bom dia! Com a volta as aulas, a correria começou. As mamães que iniciam os pequeninos na escola, estão com a atenção redobrada, e sentindo uma certa preocupação durante as horas que ficam distantes dos mesmos, querendo saber da alimentação e se o pimpolho está ou não utilizando a mochila correta. Pensando neste momento especial na vida de todo ser humano que é o início da vida intelectual, e para melhor aproveitamento, trazemos nesta coluna duas matérias que podem servir de embasamento para este período. Espero que aproveitem.
Que Deus abençoe a cada um de vós e suas famílias!
Como montar uma lancheira saudável
Além de um cardápio nutritivo, fique de olho na escolha do produto e no armazenamento dos alimentos
O que colocar na lancheira hoje? Todo dia, a dúvida é inevitável, certo? Mas lembre-se de que, mais do que saciar a fome do seu filho no intervalo das aulas na escola, essa refeição também precisa ser saudável e nutritiva, o que não significa que ela deva ser sem graça ou com tantas proibições. “Tudo bem uma cobertura no bolo de cenoura”, diz Silvia Cristina Ramos, nutricionista clínica do Instituto de Metabolismo e Nutrição, de São Paulo.
Segundo a especialista, a montagem da lancheira vai depender do horário em que a criança vai à escola e da refeição que fez anteriormente. “Muitas crianças que estudam de manhã, por exemplo, não têm o hábito de comer no café da manhã. Só tomam um leite”, diz. Para essas, o cardápio deve ser mais completo. Um líquido, uma fruta, uma proteína (queijos, por exemplo) e um carboidrato (pães e bolos) devem fazer parte da refeição. Já, se a criança teve um café da manhã completo ou se o lanche for no período da tarde, pode escolher duas das opções.
Uma dica da especialista é na conservação dos alimentos em casa que depois serão levados para a escola. “Frios, leite, requeijão e iogurtes, por exemplo, devem ficar na parte mais alta da geladeira. Nunca na porta, porque o resfriamento é menor e deixa o produto mais suscetível à alteração de temperatura.”
A escolha da lancheira também merece atenção. É claro que as crianças sempre querem aquela que tem o seu personagem preferido, mas a qualidade do produto é fundamental. “As lancheiras devem ter o certificado de que são térmicas, e isso geralmente está na etiqueta”, diz Silvia. Ao embrulhar o lanche, prefira envolvê-lo em papel-filme e depois colocar em um pote de plástico. Se a criança levar suco natural feito em casa, é preciso que a garrafa seja térmica, para conservar as vitaminas da bebida.
E não esqueça de verificar a lancheira quando seu filho retornar da escola. Além de conferir o que ele comeu, aproveite para fazer uma limpeza. “O ideal é que todos os dias você passe um pano com água e álcool e uma vez por semana, água e detergente”, diz Silvia.
Cuidado ao escolher a mochila ideal para o seu filho
Depois de acompanhá-la na compra do material escolar, seus filhos comemoram que é chegada a hora de mostrar os novos acessórios para os amigos. Cadernos, estojos, lápis de cor, canetinhas e tudo mais que couber na mochila. E lá vão eles felizes, com cinco quilos a mais do que podem carregar. Embora para as crianças signifique ainda mais diversão, para você, a sobrecarga é sempre motivo de preocupação.
Já parou para pensar quantos quilos o seu filho pode carregar nas costas? A conta é rápida e quem ensina é Camila Reibscheid, pediatra do Hospital e Maternidade São Luiz: “A criança só pode carregar o equivalente a 10% do seu peso, ou seja, se seu filho pesar 30 quilos, o peso da mochila não pode ultrapassar 3 quilos”. Caso essa regra não seja cumprida, continua a pediatra, o risco de desenvolver problemas de postura e sofrer com dores constantes é alto.
Para os adolescentes, que possuem um currículo mais extenso, sair de casa com apenas um livro e um caderno parece uma tarefa impossível. Jussara Goes, mãe de Isabela, que acabou de completar o ensino médio, fala sobre as consequências do excesso de peso que a adolescente carregou durante o período escolar: “Hoje ela faz RPG, um tratamento para melhorar a postura, mas, quando ela estudava, muitas vezes chegava a carregar 4 livros, além dos cadernos, por dia. Uma pena eu só ter notado isso no fim do ano”. A queixa de Jussara é muito comum. Segundo a pediatra, pacientes lotam seu consultório com sintomas parecidos. “Eles chegam reclamando de dores constantes. Felizmente, em 90% dos casos, o problema diminui com a redução do peso”, observa.
Mas como escolher a mochila ideal? Se você optar por um modelo tradicional, para ser usada nas costas, é importante estar atenta às alças: elas devem ser grossas. Também oriente a criança a distribuir o peso, nunca concentrando em apenas um lado do corpo. Já as mochilas de rodinha, muito utilizadas pelos pequenos, devem ficar na altura da cintura da criança, sempre respeitando o limite de peso. “Para os dois casos, evite escolher mochilas com muitos bolsos. Essa é uma maneira de evitar que seu filho veja muitos espaços disponíveis e os preencha com acessórios desnecessários”, conclui Reibscheid.