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09/11/2011 10h47

A FRIGIDEIRA É IMPLACÁVEL

* Por Carlos Chagas

A frigideira ferve, indicando que Carlos Lupi não escapará. Pouco importa que faça como os outros seis ministros defenestrados desde  que Dilma Rousseff assumiu a presidência da República. Está condenado a deixar de ser ministro antes mesmo da reforma ministerial prevista para janeiro. A  menos  que a presidente decida antecipar as mudanças, mas não parece essa a sua estratégia. O pretexto para a reforma é liberar os ministros que venham a ser candidatos às eleições municipais de 2012, mas até agora apenas Fernando Haddad pôs o pescoço de fora. Deixar de ser ministro para ser vereador, só mesmo o Orlando Silva, que não é mais ministro. As prefeituras das capitais já estão lotadas de pré-candidatos, e nenhum deles é ministro, exceção do titular da Educação.

Com todo o respeito pela individualidade de cada um dos seis ex-ministros, e agora de Lupi, deve-se respeitar a argumentação de todos, sobre serem inocentes. Tamanha a lambança verificada ao redor de seus gabinetes, porém, nenhum se salvou. Nem se salvará o ministro do Trabalho. Melhor faria se pedisse logo para sair, já que a alternativa estará em ser saído.

A cada dia que passa mais se enrola o presidente licenciado do PDT. Sua última escorregadela aconteceu ontem, quando declarou não haver assinado um só convênio com ONGs em 2011. Ora, nos anos anteriores, quem era o ministro? Integrantes do partido já começam a cobrar do ex-chefe um ato de renúncia. Pedro Taques, Miro Teixeira, Reguffe e outros de ilibado comportamento não estão abandonando o barco. Foram abandonados pelo timoneiro próximo do naufrágio.