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10/08/2011 10h31

A importância do diálogo para combater as drogas

Jairo Raposo
jairo_proerd@hotmail.com

A reportagem sobre o aumento de consumo de drogas ilícitas em Santa Inês me chamou a atenção, e isso sempre me preocupa, considerando que, como cidadão, também faço parte desta sociedade e não posso ficar parado no meu conforto sentado no sofá “com a boca escancarada cheia de dentes esperando a morte chegar. Porque sei que longe das cercas embandeiradas que separam quintais, assenta a sombra sonora de um inimigo devastador que é o crack”.

Na reportagem fora abordado o TEMPO que os pais não têm mais com seus filhos, bem como a falta de diálogo constante entre ambos. Sabe-se que hoje em muitos lares não se tem mais a consciência do que é o conceito de família, pois muitos filhos quase não vêem o pai, encontram a mãe rapidamente, e os irmãos, somente para brigar.

Assim, veio a minha reflexão: a vontade de voltarmos a outros tempos, de que nem participei, em que, no final do dia, todos ficavam contando histórias no terreiro até o sono chegar. A família sempre reunida para tudo: plantar e colher, rir e chorar, brigar e perdoar e, principalmente, passar os valores morais que formavam homens e mulheres dignos. É válido e muito proveitoso as reuniões entre os membros da família para se discutir eventos positivos e negativos para se comemorar acertos e corrigir eventuais erros, é importante que os filhos também tenham a oportunidade de expor suas idéias afinal de contas, eles também são gente e têm seu modo de pensar. A comunicação é indispensável, mas não se pode esquecer que aquilo que se diz tem que ser aquilo que se faz.

Vi também que a velocidade do mundo deixa nossas crianças, nossos adolescentes e jovens mais inseguros de si, porque não existe apoio onde buscam, pois as famílias estão esfaceladas por quaisquer motivos banais, diante da grandiosidade que é ser mãe e pai. Diz Wilhelm Busch: “Tornar-se pai não é difícil; entretanto, ser pai o é”.

Será que podemos achar tudo isso normal? Ou mesmo sermos omissos em nossa missão de pais, formadores de seres pensantes e dignos? Deixamos o mundo vencer os valores plantados por nossos avós.

A cada dia que passa, eu vejo como nós, seres humanos, estamos ficando cada vez mais solitários, sem vida, pois a única forma de deixarmos um pouco de nós é em nossos filhos, não só na aparência, mas nos valores, no modo de agir, no falar e, principalmente, no amar. Porque só através do amor é que nossos filhos vão entender tudo o que queríamos passar para eles, vindo de geração a geração.

Retornando ao início, entendo que podemos mudar o pensamento dos nossos jovens e, a cada dia, em nossos lares, mostrar para eles a beleza de formar uma família. Mas isso pelas nossas atitudes de respeito, compreensão, parceria, cumplicidade, harmonia e, principalmente, através do amor.

Não vamos fazer como expressa a música Epitáfio, dos Titãs: “Devia ter amado mais...”. Ame a cada momento e atitude, pois, assim, você estará feliz e fará sempre as pessoas felizes.

Vale lembrar também que temos que sempre estar atentos, pois a oferta de drogas aumenta de forma assustadora, conforme cita a matéria. Claro que talvez seu filho nunca venha se tornar um usuário ou um dependente de drogas, porém a supervisão torna-se necessária. Por exemplo, nas festas “rave”, cita-se que existe, pelo menos em algumas delas, comércio grandioso de drogas em especial de maconha, cocaína e ecstasy. O álcool e o cigarro são encontrados em praticamente todas as esquinas de qualquer cidade brasileira e assim por diante.

Dentro deste quadro, achamos importante o papel dos pais e educadores no que diz respeito ao trabalho de educação, informação e prevenção, pois através de pesquisas sabe-se que quando existe um estreitamento dos laços familiares de amizade, carinho etc num lar, as chances dos jovens se tornarem usuários de drogas (a palavra droga inclui o cigarro e o álcool) é bem menor, os jovens até prefeririam que seus pais conversassem mais com eles.

Quando o assunto é drogas, para se ter um bom diálogo, e isso é muito importante, é necessário que se tenha as informações para que se possa discuti-las dentro de casa, é preciso ter o conhecimento a respeito para poder informar seus filhos. É necessário então que os pais procurem saber quais são as drogas mais utilizadas, o que são essas drogas, o que fazem, como fazem, seus perigos etc. É importante saber informar também que o uso ocasional, além de ser o início de um processo de decadência, pode se tornar tão grave quanto um fundo de poço pois os riscos são claros, por exemplo: um cidadão embriagado pode provocar um acidente automobilístico; uma balada regada a lança-perfume pode provocar súbitas paradas cardíacas e conseqüentemente algumas mortes!!

É importante demonstrar aos filhos que se deve ter preocupação e respeito pelos outros, que se deve dar atenção a ajuda a pessoas carentes, mais necessitadas do que nós, reconhecer seus próprios erros. As atitudes valem mais do que as palavras, aquilo que fazemos terá muito mais poder de ficar gravado na memória dos nossos filhos do que aquilo que apenas falamos. Lembre-se que o exemplo não é a melhor forma de educar. É a única.

E encerrando não esqueça também – e é o principal – de colocar DEUS em primeiro lugar em sua família, pois conforme diz a Bíblia: “Se Deus não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam”

“Nossos filhos nos dão a oportunidade de sermos os pais que sempre desejamos ter tido.” Nancy Samalin (Republicamos atendendo pedidos)