/Opinião
20/04/2011 20h01

Academia maranhense de letras: emoção e aprendizagem

Paulo Rodrigues
(Professor e Poeta)  

Eu, a professora Dra. Gedite Fontes Tavares e alguns novos confrades fomos à Academia Maranhense de Letras, participar da noite de lançamento da obra: CESSIN EM CONTOS E EM CANTOS. Fui ao lado da doutora. Não podia deixar de ouvir novas lições sobre a vida, o magistério, assim como, sobre a literatura. A conversa estava alta, ou melhor, profícua, quando ela disse:

- Temos muitos autores produzindo, com qualidade, em Santa Inês. Precisamos, portanto, montar um grupo de pesquisa para produzir material sobre a literatura maranhense, e também fazer publicações de autores locais. Vamos mostrar nossas qualidades, nossa poesia para o Maranhão.

Essas palavras ficaram a viagem inteira, vibrando em minha alma. Naquele instante aumentei meus desejos pela palavra escrita. Sonhei mesmo, não minto. Para completar, emocionei-me mais, ao chegarmos à Academia porque sentei ao lado de Jomar Moraes, imortal nascido em Guimarães, grande cronista e autor de biografias célebres. Puxei logo um dedo de prosa com aquele septuagenário que envolve pelo saber, pela dedicação à prosa e principalmente, pela grande figura humana que é. Vocês sabem. Um senhor literato está sempre pronto para tecer longas narrativas. Jomar presenteou-me com alguns casos de seus pares, depois, confidenciou-me baixinho:

- Sentimos falta da produção literária do interior do Maranhão, meu jovem. Estou feliz porque vejo a produção da UEMA, porque vejo jovens produzindo e amando a palavra. A Academia Maranhense de Letras está iluminada com esta noite de lançamento. Como diziam os romanos: “as palavras só permanecem, quando escritas.”

Enfim, visitar a casa dos imortais, foi do início ao fim, um exagero de aprendizagens e uma descoberta de novos sentimentos.