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19/08/2011 18h41 - Atualizada em 20/08/2011 10h44

Bullyng: A negação do Amor e da Paz

Vivemos uma época turbulenta. Os nossos dias, as nossas ações, as nossas famílias e as nossas escolas parecem que inverteram seus papéis na sociedade, haja vista o crescente índice de violência nas suas variadas formas. Temos a impressão que as criaturas humanas esqueceram que foram agraciadas com a posse do “raciocínio”, do livre arbítrio, mas, principalmente, foram feitos à imagem e semelhança de Deus; portanto deveriam buscar o exercício do amor fraternal e da compaixão. Assim sendo, agem como animais, desprovidos de sentimentos e sonhos; onde somente o egoísmo, o preconceito, a covardia e a intolerância levam algumas pessoas a cometerem atos de violência, e desrespeito aos demais componentes dos grupos sociais a que pertencem.

Falar de amor em tempos como os que vivemos, é um ato corajoso e muito necessário quer seja no âmbito familiar, ou na escola, entretanto podemos desistir de criar situações que favoreçam a busca pela paz, a prática do amor e do respeito entre as pessoas. Ante as repetições diárias do exercício do bullyng nas escolas, de todo mundo, nos sentimos na obrigação de colaborar através de algumas reflexões.

É muito triste ver as nossas crianças e jovens sofrendo atos de violência que os tem levado a morte física, também psicológica e emotiva; pois quando conseguem sobreviver, fisicamente acumulam traumas e medos que geram insegurança, desânimo baixa auto-estima, complexos e isolamento social. Esse fenômeno atual e devastador é o bullyng.

O termo foi adotado universalmente, para designar atitudes agressivas, intencionais e repetidas que ocorrem sem motivação evidente, praticada por uma ou mais pessoas contra outras, causando dor e angústias. É uma das facetas da violência que impregna as relações humanas em todos os grupos sociais e em todas as escolas sem distinção. É um problema que extrapola o âmbito escolar e familiar, estando intrinsecamente relacionado à intolerância e ao preconceito. O bullyng está relacionado à experiência de violência em casa. Crianças que sofrem de violência familiar têm maior probabilidade de serem intimidadoras e intimidadas.

Os pais devem estar atentos aos seus filhos, observarem qualquer mudança de comportamento, conversarem com eles, sem brigas, agressões ou comparações; busque ser amigo (a) dos seus filhos, obtenha a confiança dele (as) e, sobretudo demonstrem amor, carinho, compreensão. Dêem limites, nem sempre podemos satisfazer todos os desejos e sonhos deles. É necessário ensinar-lhes a aceitar o não de uma forma natural, pois a vida requer esse aprendizado.

É na educação familiar, que as crianças de hoje, tornar-se-ão os jovens e adultos do amanhã. Sempre que possível valorizem os momentos em companhia dos seus filhos, criem momentos e situações de harmonia, paz e alegria. Cultivem a auto-estima, os elogios e dêem exemplos de tolerância, respeito às diferenças e amor ao próximo. É um bom começo para a formação de cidadãos justos e solidários.

No âmbito escolar, essa forma de violência envolve todos os estudantes, sejam como vítimas, autores ou espectadores. Propicia um ambiente escolar desfavorável à construção da cidadania e promoção do respeito à dignidade humana, da solidariedade, da compaixão e do compromisso com o outro. As vítimas de bullyng frequentemente faltam às aulas, para evitar nova agressão, desenvolvem problemas de concentração e dificuldades de aprendizado. Nos casos mais graves, as vítimas de bullyng sofrem tensão crescente, fazem uso de drogas, sofrem depressão e cometem suicídios.

Esse mal social, está tomando proporções sérias, entretanto, para nossa alegria, o Maranhão segundo pesquisas da PLAN BRASIL, tem o menor índice de bullyng do país. Nem por isso devemos cruzar os braços e deixar acontecer, pelo contrário todos nós pais, educadores, médicos, psicólogos, enfim, adultos responsáveis pelos segmentos sociais devemos unir nossos conhecimentos e experiências, procurando estratégias e soluções que acabem com essas práticas violentas e desumanas.

Que juntos, busquemos a luz divina, a sabedoria e o amor fraternal, pois só assim conseguiremos resgatar a dignidade, a pureza, a beleza e a alegria das nossas crianças e jovens. Abaixo o bullyng, viva a paz! E se nessa batalha nos sentirmos fracos busquemos a força nas palavras de Deus.

“Senhor meu Deus, em ti confio; salva-me de todos os que me perseguem e livra-me; Salmo 7:1         
Profª Ester Ratis de Santana

esteratis@hotmail.com
 

Profª Ester Ratis de Santana