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21/09/2011 11h53

Mais para as câmeras, menos para os microfones

Por Carlos Chagas

Nem de revolta, nem de euforia. De esperança, quem sabe, mas de boa vontade, também.  Assim deverá ser o pronunciamento da presidente Dilma Rousseff na abertura  da Assembléia Geral das Nações Unidas,  hoje, quarta-feira dia 21. Atenções, era despertará mais aqui do que lá. Para as centenas de delegados de países e de povos tão dispares, a novidade estará no fato de que pela primeira vez uma mulher brasileira dá o  ponta-pé  inicial nos intermináveis  debates que não levam a lugar algum, tamanha a diversidade de debatedores quanto de desencontros em exposição.

Vale muito pouco a Assembléia Geral, mais   propícia às câmeras do que aos microfones.  Uma festa de cores e de vestimentas, de dialetos e de línguas, bem mais próxima da forma  que do fundo. Enquanto prevalecer a regra de que  cinco países valem mais do  que todos os  outros, torna-se dispensável o espetáculo desse  falso  congraçamento internacional. Porque  apenas Estados Unidos, Rússia,  Inglaterra, França e China, como membros permanentes do Conselho de Segurança, detém o controle das decisões que realmente importam.  Ainda mais com o poder de veto.

Apesar disso, é positiva a presença da presidente do Brasil na conferência, bem como nos encontros que manterá com diversos presidentes e primeiros-ministros. Desperta curiosidade saber qual o tom que ela imprimirá nesses diálogos.