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01/07/2011 22h48

O dedo de Deus

Vivemos numa terra estranha e misteriosa, onde Deus habita por cima e o diabo se insinua por baixo, num calor infernal e enlouquecedor. Parodiando o escritor cearense Domingos Olímpio, em seu romance LUZIA-HOMEM, “Aqui nós temos somente três estações: verão quente, verão chuvoso e o da Vale”.Tudo se constrói e tudo se destrói no sol daqui!
Afirmo, ainda, que aqui é a terra das convergências (amorosas, principalmente).Tudo começa e termina nesta cidade.Como aqui as coisas iniciam e findam,às vezes atamos as duas pontas.Quando isso acontece,é o sinal de que Ela,a “indesejada das horas”_está a caminho.
Aqui aprendi muito daquilo que levo na vida (coisas boas e ruins).Não me preocupo(ou me ocupo) em ganhar mais dinheiro do que gasto.Vivo com o essencial.Sempre digo que tudo (tudo mesmo!) tem o dedo de Deus (inclusive os infortúnios).O fardo que Ele nos permite não é maior do que podemos suportar.Acredite:Se cairmos,é pra levantarmos mais fortes.Não é tão difícil,basta segurar o dedo de Deus(pode ser o mindinho).
Precisamos aprender a elogiar mais e a criticar menos; dar mais sorrisos e menos conselhos; agradecer com mais abraços e não com tapinhas nas costas. Precisamos somar corações para que batam num só peito.(Márcio Borges - Professor de literatura das redes pública e particular de ensino)

Por Márcio Borges