/Artigos
28/06/2011 19h42

SEM COMPETÊNCIA E PROIBIDADE, NADA FEITO

Longe de estar superado,  o  confronto entre  o PMDB e  Dilma Rousseff caminha para dias piores. Porque a presidente não abre mão de só aceitar indicações para cargos no segundo escalão afinadas com as condições  expostas nos primeiros dias de seu governo: competência e probidade, aliás,  também necessárias a sugestões de outros partidos da base oficial.  Na composição do ministério precisou fechar os olhos a certas imposições não propriamente acordes com seus requisitos, mas agora, em se tratando do segundo escalão, mantém férrea a determinação inicial. Fica  até mais  fácil rejeitar nomes que não conseguiu recusar para o ministério, em se tratando,  aquelas,   de reivindicações  apresentadas pelo PMDB inteiro. Agora, são grupos peemedebistas que se empenham  nesta ou naquela indicação. Evidência disso é o empenho  um tanto esmaecido  do vice-presidente Michel Temer.

Caso antes do recesso parlamentar entre em pauta na Câmara ou no Senado algum projeto de interesse especial do palácio do Planalto, valerá à pena atentar para o comportamento das bancadas do PMDB. Com toda certeza, porém, a temperatura subirá no  segundo semestre, se a maioria das nomeações não tiver sido atendida. Esta semana a ministra  Ideli Salvatti, da Coordenação Política, fará mais uma tentativa para compor as duas tendências aparentemente inconciliáveis, claro que sustentando as concepções da chefe do governo.
 

Por Carlos Chagas