12/12/2011 13h09
Tributo a um filho assassinado covardemente
Quão grande foi a minha alegria e felicidade ao saber que o Senhor, mais uma vez tinha me confiado um filho que crescia em meu ventre e a cada chute, ou ao ouvir seu coraçãozinho batendo cada vez que ia ao médico, me enchia de sonhos e o meu sorriso era só felicidades. mas infelizmente no dia 14 de janeiro de 2008, exatamente a 1h00 da manhã, eu recebia a notícia de que meu amado filho Caco Cesarini tinha sido arrancado de mim de uma forma tão covarde. Como doeu e ainda me dói. Aquele sorriso que havia em meus lábios se foi junto com ele, hoje eu tenho um novo sorriso, que Deus me deu para que eu pudesse continuar vivendo. Não há um só dia que eu não chore a morte do meu eterno filho, eu não consigo mais ir a cozinha fazer a macarronada que ele tanto gostava. A saudade, a vontade de abraçar e de receber das mãos dele as massagens em meus pés e aquele beijo de ternura, na minha testa me acompanharão para sempre.
O pior é acreditar que a justiça será feita um dia. E eu, como mãe, enterrei meu filho pela segunda vez, pois tão grande foi minha decepção e é ainda. Eu e minha família, temos que conviver com o assassino do meu filho, que leva uma vida normal, bebendo nos bares da cidade, nas proximidades da minha casa. Só eu e Deus e quem sabemos a dor de uma mãe que perde seu filho pela violência. Mais de uma coisa eu tenho certeza. é que a justiça de Deus não falhará, e é nela que eu espero!