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25/01/2012 11h13

UM CANTO DE ATÉ BREVE

Dia desses pensei em abandonar a poesia

Pois a poesia tem um algo de particular

Que às vezes com suas palavras frias

Podem machucar...

Mas, a poesia insiste,

E vive com força cá, dentro de mim

Como a letra de uma canção triste

Uma balada que não tem fim.

Enquanto existirem pessoas

Haverão pensamentos afins

Algumas lembranças ruins

Porém, muitas lembranças boas.

E a vida vai se desenhando assim:

Um dia eu vi em KLÉLIA

A moldura de uma obra de arte

Circundando a paisagem mais bela

Que o poeta vê em toda parte.

REGINA é rainha

Descobri revolvendo arabescos-latinos

Um caleidoscópio de incontáveis matizes

Que tenta reger nossos destinos

Pelos caminhos mais felizes...

PEREIRA é árvore junto ao rio

Que no devido tempo dá seu fruto

COSTA é o ângulo deste instante frio

Em que partes para teu porto seguro.

No entanto, mesmo a olhar-te de partida,

Veremos tua face, teu sorriso mais belo

O teu olhar amigo, tão singelo

As alegrias vividas, repartidas

Que nos seguirão pelo resto de nossas vidas.

A Klelya Regina Pereira Costa
amiga, irmã, um anjo em nossas vidas.
Santa Inês, 22 de janeiro de 2012.