31/08/2011 12h04 - Atualizada em 01/09/2011 12h02
A caçada chegou ao fim! Homem acusado de mandar assassinar a esposa finalmente foi preso e recambiado para Santa Inês
Marconi Antônio Rodrigues Castro, mandante do crime da esposa Iraneide da Silva
Dois anos após o assassinato da costureira Iraneide da Silva, que abalou a cidade de Santa Inês, a polícia conseguiu prender o acusado de ser o mandante do crime e também esposo da vitima, Marconi Antônio Rodrigues Castro, na noite de domingo, 28, na cidade de Carolina no Sul do Maranhão.
A polícia conseguiu localizar o assassino após uma abordagem realizada pela Polícia Militar em uma estrada nas proximidades de Carolina. Marconi se encontrava em uma caminhoneta e mostrou-se nervoso na hora da abordagem e foi encaminhado para uma delegacia onde foi verificado no sistema a ficha dele e constatado que ele era foragido da Justiça e da policia de Santa Inês.
Apesar de o acusado ser preso apenas dois anos depois do crime, a Polícia Civil realizava uma intensa caçada para localizar Marconi. “O nome dele constava da rede nacional de segurança pública podendo ser preso em qualquer lugar do Brasil", disse ao AGORA um dos policiais que estavam na investigação.
Em conversa com nossa equipe de reportagem, o delegado Regional Valter Costa confirmou na segunda-feira com exclusividade a prisão de Marconi, e juntamente com uma equipe de investigadores se deslocou na madrugada de ontem, terça-feira, com destino a Carolina para conduzir recambiar Marconi para Delegacia Regional de Santa Inês. Por volta das 19 horas, Valter e sua equipe mantiveram contato com o AGORA quando já estavam em Açailândia, informando que estaria chegando na madrugada de hoje, quarta-feira, por volta das 1h aqui em Santa Inês De acordo com delegado, Marconi não mudou a aparência, apenas deixou bigode e barbicha crescerem.
O jornal AGORA teve acesso a informação em primeira mão ainda na tarde de segunda-feira, 29, mas manteve tudo em sigilo para não movimentar a Delegacia Regional de Santa Inês, já que se trata de um caso de grande repercussão na Região. Marconi deve ser apresentado hoje para a imprensa local.
RELEMBRE O CASO
A costureira Iraneide da Silva foi assassinada no dia 30 de julho de 2009 no Bairro Pequizeiro nesta cidade. O autor dos disparos foi o pistoleiro Heriberto Cabral Silva, apelidado de "Borracha", que hoje se encontra foragido após uma fuga em massa da cadeia local. Na Delegacia ele havia confessado ser o autor dos disparos e apontou Marconi como a pessoa que o contratou para matar a própria esposa, serviço este acertado pelo preço de R$ 3.000,00 (três mil reais), dos quais R$ 1.000,00 (um mil reais) foram pagos dois dias antes do crime e o restante seria pago após consumada a empreitada.
De acordo com a versão do "Borracha" ele havia conhecido o Marconi três dias antes do crime, quando o procurou em busca de um emprego, ocasião em que o Marconi propôs a empreitada criminosa, prontamente aceita por "Borracha". O plano friamente arquitetado seria a simulação de um assalto à moto do Marconi, que seria levada por “Borracha” e abandonada mais adiante. Pelo combinado, o próprio Marconi ficou encarregado de fornecer a arma do crime, um revólver calibre 38. A Polícia já sabe que dois dias antes do crime o Marconi foi visto saindo de casa com um revólver calibre 38, o que comprova a versão de “Borracha”.
No local o Marconi deixou a esposa Iraneide encostada na moto e entrou na oficina, momento em que o Borracha se aproximou dela e efetuou três disparos a queima roupa, o que resultou na sua morte imediata. Segundo o matador as últimas palavras da vitima foram: "Ô moço, não faz isso comigo ", o que confere com o apurado porque neste momento o indivíduo caminhava armado na sua direção e depois efetuou um disparo à queima roupa, o que equivale a dizer, à curta distância. Neste momento, segundo avaliação da polícia, baseada no que esta sendo apurado, Marconi inicia a execução de um segundo plano homicida, desta feita, com a intenção de matar o então comparsa Borracha, "com o que pretendia, de uma só tacada, fazer a queima de arquivo do homicídio da sua esposa, se livrar do pagamento em acordo (2 mil) e ainda passar uma boa imagem perante a família dela". Este plano, não obteve sucesso e ainda deixou os rastros que a polícia precisava para desvendar o crime.
A polícia afirmou ainda que a razão do crime era passional e financeira. "O Marconi chegou a comentar com “Borracha” que queria se livrar da esposa, para 'trocá-la' por uma mais nova, mas a esposa não aceitava a separação e exigia a partilha de bens. A polícia também já sabe que a Iraneide tinha um seguro de vida feito pelo próprio marido, no qual ele figurava como beneficiário em caso de morte.