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09/07/2011 11h34

Consumo de drogas ilícitas aumenta em Santa Inês e na região

Por Ryany Brandão
Especial Para a Editoria
De Polícia do Agora

O consumo de entorpecentes está aumentando velozmente em Santa Inês e na região do Vale do Pindaré. Principalmente o uso do crack que é um subproduto mais barato, cujo efeito destruidor é bem maior que todas as demais drogas e a dependência é mais forte, fazendo com que os dependentes se tornem agressivos, deixando a sociedade em risco eminente.

O dependente desta droga geralmente se isola e usa todos os seus recursos no consumo, e quando o dinheiro acaba, começa contrair dívidas, a cometer furtos e roubos e até a fazer vítimas fatais para adquirir tal droga.

EM SANTA INÊS
Em relação à Santa Inês, de acordo com dados da Polícia Civil, hoje é possível informar que uma grande camada de jovens ligados a denominada classe média e alta, já está envolvida com as mais variadas drogas, em especial o consumo de pedra de crack, todavia, pouca coisa está sendo feita  no sentido social, para conter este avanço, que seria realizar um trabalho conjunto envolvendo a Polícia Federal, Militar, Civil, Ministério Público, Poder Judiciário e a sociedade organizada, através de palestras nas escolas, de empresas privadas e Ação Social do Município numa verdadeira e incansável batalha ostensiva frente de combate aos traficantes, que apostando na impunidade, estão atuando tanto nas periferias, como na área central da cidade, tanto de dia como no período noturno, e em maior escala de vendas nos finais de semanas e feriados prolongados.

FURTOS E ASSASSINATOS DERIVADOS DA DROGA
Hoje é possível verificar que durante um eventual fechamento de ponto de drogas na cidade, há apreensões de produtos eletrônicos que estariam em poder dos traficantes, como telefones celulares, aparelhos de som, DVD entre outros, existem também aqueles produtos que são adquiridos mediante arrombamento seguido de furtos praticados em lojas e residências, depois deixados com o traficante, como pagamento de dívidas ou aquisição de drogas como a pedra de crack. “É muito fácil um filho chegar em casa e dizer para os pais que teve o seu celular furtado ou que o teria perdido quando estava em uma festa. O correto mesmo seria os pais realmente averiguar se tal fato realmente aconteceu”, ensina um policial militar que trabalha na periferia de Santa Inês, mas prefere não se identificar, lembrando ainda que é muito comum registrar a presença de variados tipos de veículos circulando pela periferia da cidade, principalmente nos finais de semanas ou nos feriados prolongados, vendendo os mais variados tipos de drogas, porém não são abordados para uma averiguação, pois a guarnição policial corre o risco de ser mal interpretada na ação que, baseada na Constituição garante que todos tem o direito de ir ou vir, salvo aqueles que realmente estariam agindo de uma forma claramente suspeita, contou o mesmo policial.

ESTRATÉGIA
Para prevenir o consumo das drogas primeiro a ser feito seria a intervenção da família, que não se acanhe ao saber do problema dentro de sua casa. Em seguida vem o tratamento contra a dependência química, a busca de alternativas de combate à droga -que pode ser através da fé ou por um propósito na vida- e o apoio comunitário (da igreja, dos amigos, dos grupos especializados como os Narcóticos Anônimos) para manter-se  longe do mundo das drogas.

Por outro lado, uma máxima da medicina preconiza que quanto mais precoce o diagnóstico, mais fácil será a cura, e o princípio vale também para a dependência química.

OS PAIS
Para os especialistas os pais de hoje não têm mais tempo suficiente para criar seus filhos, passando a responsabilidade para babás e escolas. Os pais devem se relacionar com os filhos, saber o que eles pensam, como se divertem, principalmente nas baladas noturnas.    A falta de diálogo é uma constante nas famílias, que procuram tratamento para um dos seus membros que estariam utilizando drogas, em especial o crack, e pode impedir que os pais percebam o problema nas fases iniciais, além de dificultar a incapacidade de fazer um diagnóstico cedo, ele leva a outras dificuldades para agir.

PRECONCEITO
Por falta de informação, preconceito ou incapacidade de enxergar a dureza da realidade que está ali na frente da família, muitas delas geralmente não sabem a quem recorrer ou não admitem a idéia de que a dependência seja uma doença crônica.

Através de uma pesquisa constatou-se que a maioria dos consultados que demoraram a procurar tratamento para um dos integrantes da família que estaria viciado em crack, atribuem e costumam responsabilizar as companhias dos filhos ou tratam o problema como uma questão moral, de “sem-vergonhice” ou falta de auto-estima dos dependentes.

ROTINA
Embora o fechamento de “boca de fumo” e “pontos de vendas de drogas” em Santa Inês seja quase uma rotina na crônica polícia local, aumenta a cada dia o número de traficantes que atuam tanto na periferia como na área urbana da cidade. “É uma rotina que iremos veicular nas paginas policial sempre, caso não haja uma ação imediata dos quem de direito”, completa o policial ouvido pela reportagem.
Imagens ilustrativas