23/11/2011 13h05
Delegados da Polícia Civil paralisam as atividades novamente
Os delegados de Polícia Civil do Maranhão paralisam novamente as atividades desde ontem, terça-feira. A decisão foi tomada durante assembléia geral da categoria realizada na tarde de segunda-feira no auditório da Delegacia de Costumes, em São Luis.
O movimento paredista foi suspenso no dia 19 de setembro depois de uma reunião com representantes do Governo do Estado que apresentaram a proposta de inclusão do cargo de delegado como Carreira Jurídica do Estado do Maranhão no prazo máximo de 60 dias, o que não ocorreu.
O presidente da Associação de Delegados de Polícia Civil (Adepol) do Maranhão, Marconi Chaves Lima, lamentou o descumprimento do acordo. “A categoria não entende porque não foi enviado o projeto à Assembleia Legislativa e nem porque o Governo não ofereceu explicações”, relatou. Segundo o representante da Adepol, a inclusão dos delegados no rol de carreiras jurídicas não apresenta impactos financeiros para o estado, apenas enquadra a função de delegado como operador de direito.
Marconi Lima destacou que a oferta foi feita a categoria após consulta à governadora Roseana Sarney (PMDB) e equipe técnica do governo. “O secretário de Segurança disse que não precisaria de todo esse tempo para cumprir o acordo. Eu tentei falar com ele hoje [ontem], mas não fui atendido”, disse. O membro da Adepol destacou que a categoria abriu mão de todas as demais reivindicações, incluindo o reajuste sobre as horas extras, e que desde 2009 os delegados não possuem reajuste sobre os salários.
O presidente da Adepol explicou que o comunicado sobre o cancelamento da suspensão da greve foi realizado formalmente ontem ao Tribunal de Justiça (TJ) e ao secretário de Segurança, Aluísio Mendes. Com a decisão da categoria, apenas metade dos cerca de 360 policiais do estado ficando o atendimento restrito ao plantão das delegacias. Os delegados ficarão concentrados na Delegacia de Costumes.
A categoria iniciou o movimento paredista no dia 2 de junho e permaneceram 109 dias de braços cruzados até fecharem o acordo com o Governo do Estado para a inclusão do cargo no rol das carreiras jurídicas.
Durante a negociação, os delegados reclamaram da falta de diálogo com o executivo, que em poucas ocasiões apresentou contrapropostas às reivindicações da classe.