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26/11/2011 11h42

Homem que atirou em quatro matando um em bloco carnavalesco foi condenado a 26 anos de prisão

Juri popular condenou reu por crime cometido em 2009

Em júri realizado na quinta-feira, 24, na Câmara Municipal de Santa Inês, presidido pela juíza da 3ª Vara, Kariny Reis, tendo a acusação o promotor de Justiça Francisco da Silva e como advogado de defesa, Irandy Garcia, o réu Ricardo Galvão de Medeiros, vulgo “Ricardinho”, foi condenado a 26 anos de prisão por quatro crimes cometidos por ele no dia 15 de fevereiro de 2009, sendo um homicídio e três tentativas de homicídio.

Os membros do júri se convenceram que o acusado, armado com um revolver, disparou contra várias pessoas que brincavam em um bloco carnavalesco que passava em frente à Praça da Matriz, atingindo quatro pessoas, sendo que uma delas foi a óbito, o comerciante Ademildo Oliveira, irmão do colunista e promoter de eventos Adaildo Lima, e condenaram Ricardinho a 26 anos de reclusão. Desde o crime Ricardo estava preso aguardando o júri, ele veio de Imperatriz escoltado pelos agentes e policiais para se apresentar no júri.

Ricardo Galvão matou um e feriu três com tiros disparados em meio a multidão

COMO FOI O CRIME:
Segundo apurou o AGORA Santa Inês no dia do crime junto a policia, Ricardo Galvão de Medeiros então com 19 anos, com várias passagens pela policia, morador na Rua do Bambu Centro, teria tentado roubar um boné de Laércio do Nascimento, um dos foliões de um bloco carnavalesco que desfilava pelas ruas da cidade naquele dia, que teria reagido à tentativa de roubo. Foi quando, Ricardo teria sacado um revolver que estava em sua cintura e disparado contra sua vítima e contra quem mais estava em sua frente. Os dois primeiros tiros atingiram Laércio Nascimento na região lombar esquerda e na região da coluna, lesionando o rim esquerdo e o intestino delgado. Outro projétil atingiu Yana Paula na coxa direita, transfixando para a coxa esquerda, já a vítima, Daiane de Jesus foi atingida na região lombar direita. Por sua vez, Ademildo Oliveira foi atingido na cabeça vindo a falecer no dia 24 de fevereiro no Hospital São Domingos em São Luis. Após o tiroteio, um dos seguranças que trabalhava no bloco, identificou Ricardo como autor dos disparos e desferiu-lhe um golpe com um cassetete que portava, jogando Ricardo no chão e desarmando-o, momento em que outros seguranças ajudaram a imobilizar o acusado.Foi uma noite de terror como há muito não se via em Santa Inês, disseram as pessoas que presenciaram o fato.   Segundo a polícia, passava das 9 da noite quando o bloco carnavalesco “Num Impurra Kié Pió” alcançou a Praça da Matriz arrastando milhares de foliões que, apesar de uma certa correria brincavam sem maiores comprometimentos com a segurança. Foi ai que ouviu-se uma sequência de cinco tiros disparados de um revolver. Os fiéis que saiam da missa na Igreja de Santa Inês, viram quando a multidão do bloco se desfez e todos saíram correndo procurando abrigo. Muitas pessoas caíram pelo chão e foram pisoteadas, muitas ficaram estáticas e não sabiam o que fazer. No dia do crime, o pátio do hospital e a recepção do mesmo viraram local de muita movimentação e lamentação. As viaturas da Polícia Militar e as ambulâncias congestionaram o HTM. Cerca de 15 PMs estiveram por lá durante muito tempo ajudando a manter a ordem. Por volta das 10 da noite já se sabia que quatro pessoas, dois homens e duas mulheres, haviam sido baleadas naquela noite. O cenário era desesperador. O AGORA Santa Inês registrou o lamentável fato em matéria de capa e acompanhou o sofrimento das vítimas e seus familiares nas edições posteriores. Hoje publica também em destaque, a condenação do homem que transformou aquela noite em uma tragédia que a população de Santa Inês até hoje tenta esquecer.

Ademildo Oliveira Lima comerciante foi atingido com uma bala na cabeça e acabou morrendo A bala que feriu Yana Paula Maia Ferreira, atingiu as duas pernas da adolescente
Laércio do Nascimento levou um tiro no abdómen. A bala perfurou um dos rins que teve ser retirado juntamente com parte do intestino Daiane de Jesus Bastos Saraiva foi atingida nas costas, na região próxima a coluna