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08/09/2011 15h43

Latrocida foge com caminhão de mercadorias e é preso em Santa Luzia e trazido para Santa Inês juntamente com comparsas

Vânia, Cláudio, Raimundo e Gilson foram presos na última segunda-feira em Santa Luzia

A prova que o crime não compensa mais uma vez vai à tona. Numa ação rápida e conjunta das polícias do Maranhão e Pará, Gilson Magno dos Santos, 31 anos, natural de São Luís, foi preso na tarde da última segunda-feira, dia 5, no município de Santa Luzia. Contra ele, pesa a acusação de crime de latrocínio praticado entre os municípios de Parauapebas e Marabá-PA, na madrugada do último domingo (4/9), quando, segundo a polícia, Gilson e outro comparsa sequestraram e assassinaram o funcionário de uma loja de eletrodomésticos. Gilson fugiu para Santa Luzia trazendo um caminhão carregado de eletro-eletrônicos.

Além de Gilson, mais três pessoas foram presas por policiais civis comandados pelo delegado Marconi Matos na cidade de Santa Luzia. Foram trazidos para a Delegacia Regional de Santa Inês Raimundo de Lima Conceição, 22 anos; Claudio Alencar Aquino, 23 anos; e Vania da Silva, 25 anos, ambos residentes em Santa Luzia.

De acordo com o delegado Marconi, que é o responsável pelo caso, a prisão do quarteto se deu pelo fato de Gilson dos Santos ter praticado um crime no município de Parauapebas, no Pará. Segundo versão do acusado, ele e o comparsa, Robert Fabiank Rego Rodrigues, tomaram de assalto uma das lojas Leolar (grande rede paraense de revenda de eletro-eletrônicos).

Ainda segundo Gilson, o vigia da loja seria um conhecido seu (Cristiano da Costa Nascimento) da cidade de Parauapebas, pois ele trabalhava na mesma empresa e havia pedido demissão há cerca de um mês para planejar o assalto à loja, que fica na Avenida Liberdade. Gilson e Robert eram colegas de quarto em Parauapebas.

Quanto ao assalto, eles teriam dominado o vigia e adentrado à loja, de onde colocaram vários produtos dentro de um caminhão baú pertencente à Leolar. Feito isso, eles colocaram Cristiano dentro do carro e se dirigiram rumo a Marabá. Ao chegarem às proximidades da Vila Sororó, os assassinos resolveram se desfazer do vigia.

Na delegacia de Santa Inês, Gilson disse que assassinou o vigia com quatro tiros e o mesmo teria reagido à ação dele e do comparsa. Gilson contou que deu o primeiro disparo e quando Cristiano tentou fugir, ele decidiu liquidar o homem de uma vez, efetuando mais três tiros.

Após o crime, ele fugiu com o caminhão carregado em direção a Santa Luzia, onde, segundo ele, encontrou-se com Cláudio Alencar e os dois combinaram vender os produtos roubados por ele. Para isso, eles contaram com a “ajuda” de uma terceira pessoa, Raimundo de Lima, o qual pediu para Vânia guardar o material na casa dela.

Na delegacia, Vânia disse que não sabia que os produtos (TVs de LCD, DVDs, entre outras mercadorias) seriam roubados. “Eles me disseram que iam abrir uma loja e pediram para guardar os objetos enquanto alugavam um ponto”, disse Vânia

Os quatro indivíduos foram ouvidos em depoimento. Eles ficaram de ser autuados por formação de quadrilha. Gilson dos Santos responderá também pelo crime de latrocínio.

A polícia do Pará ficou de vir a Santa Inês com o objetivo de resgatar os assaltantes, que foram presos pela polícia do Maranhão.
O corpo do vigia Cristiano da Costa Nascimento foi levado para Belém, onde foi sepultado no último dia 5.

Robert Fabiank, comparsa de Gilson no assalto O corpo de Cristiano Nascimento foi encontrado na manhã de domingo