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26/11/2011 12h25

Militares cruzam os braços por tempo indeterminado

Os policiais militares do Maranhão cruzaram os braços desde a noite de quarta-feira e aguardam sinalização do governo sobre a negociação do Plano de Cargos e Salários da categoria.

No Vale do Pindaré os policiais militares do 7°Batalhão, aderiram a greve e se reuniram na manhã de quinta-feira, 24, para debater sobre a paralisação, apesar do Coronel Carlos Augusto pedir a normalidade no setor, os policiais se mostraram irredutíveis.

O 7° Batalhão, localizado em Pindaré, abrange 12 municípios; Alto Alegre do Pindaré, Bela Vista do Maranhão, Bom Jardim, Iguarapé do Meio, Monção, Pio XII, Santa Inês, Santa Luzia do Tide, São João do Carú, Satubinha ,Tufilândia e Pindaré-Mirim, que ficarão com parte do efetivo fragilizada. Houve passeatas em Pindaré e Santa Inês na manhã de quinta-feira, e assim como em todas as cidades de atribuição do 7º Batalhão de Polícia Militar.

De acordo com a decisão do desembargador Stélio Muniz, foi estipulada multa no valor de R$ 200 por dia de trabalho para cada policial ou bombeiro que continuar de braços cruzados. Os líderes da greve também podem ter a prisão decretada, caso a decisão do TJ-MA não seja respeitada.

Com a falta de uma polícia mais ostensiva nas ruas, a população se preocupa com o aumento de criminalidade na cidade: “ Os bandidos estão aproveitando a greve para fazer o arrastão na cidade, estou preocupada porque tenho filhos que estudam a noite e não sei como eles voltarão para casa” lamentou a dona de casa Maria Júlia.

Protesto em São Luis:
Os servidores da PM e do Corpo de Bombeiros acampara na noite de quarta-feira em frente a Assembléia Legislativa e mantêm a posição de que só deixarão o local após uma posição da governadora Roseana Sarney. A finalidade da paralisação é pressionar o governo a atender a pauta de reivindicações das corporações antes da votação do Orçamento do Estado para 2012, sobretudo em relação ao reajuste salarial.

 

Justiça manda PMs e bombeiros do Maranhão voltar ao trabalho

O desembargador do Tribunal de Justiça do Maranhão Stélio Muniz deferiu ontem liminar determinando a imediata suspensão da greve dos bombeiros e da Polícia Militar do Estado, sob pena de multa diária de R$ 200 para cada integrante da corporação. O pedido foi ajuizado pelo Estado do Maranhão, alegando que a paralisação envolve atividade essencial. Ontem, cerca de 400 policiais e bombeiros militares, com suas famílias, acamparam na Assembleia Legislativa do Maranhão, ocupada desde a noite de quarta-feira.

A Corregedoria da Polícia Militar do Maranhão ainda pediu ontem a prisão de quatro diretores do movimento de policiais grevistas, incluindo o cabo Roberto Campos, porta-voz do grupo. O subcomandante geral da Polícia Militar do Maranhão, coronel Edílson Moraes Gomes, ingressou com representação na Procuradoria-Geral de Justiça pedindo a prisão deles e de mais quatro agentes. Ninguém foi preso até a noite.

Cerca de 5 mil militares maranhenses resolveram cruzar os braços para forçar o governo estadual a negociar um reajuste. A categoria reivindica um aumento de 30%, considerando a perda salarial dos últimos três anos e melhores condições de trabalho. Apenas os militares que servem em Caxias e Coroatá não aderiram ao movimento. Ontem, os deputados estaduais e o comando do movimento grevista discutiram a situação, mas não se chegou a nenhum acordo.

A Força Nacional tem um batalhão com cerca de 500 homens patrulhando as ruas de Imperatriz e São Luís. As Forças Armadas e a PF ainda podem ser convocadas a qualquer momento.

Solidariedade. O Sindicato dos Servidores do Sistema Penitenciário e o Sindicato dos Policiais Civis deram apoio ao movimento. E ameaçam, caso o governo não discuta reajustes, aderir à greve na próxima semana.