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08/06/2011 12h21

Mulher agredida pelo companheiro vai óbito no HTM três dias depois de levar uma surra

Maria Elenice Monteiro, 37 anos, vivia há dezessete anos com  Vicente de Paiva Ferro, de 58 anos, motorista aposentado que é natural do estado de São Paulo, foi a óbito no final de semana depois de sofrer agressões por parte do marido.A morte teria sido em razão da última “surra” que levou de Vicente, acredita. As brigas do casal por várias vezes, foram parar na delegacia e a Polícia Civil de Santa Inês investiga se a morte dela aconteceu mesmo em decorrência da agressão que ela sofreu oito dias antes do seu falecimento.

Vicente está preso. Segundo uma filha do casal, o acusado já havia espancado a mãe outras vezes. Mas após a última agressão, registrada no dia 28 de maio, ela passou a ter complicações de saúde e várias vezes foi levada ao Hospital Municipal Tomáz Martins (HTM),  onde recebia medicação e era liberada.

“Ele (Vicente) bateu muito em minha mãe, jogou ela no chão e deu várias pisadas na barriga e no pescoço dela. Desde esse dia ela passava mal, não conseguia respirar direito e não comia também” denunciou a filha que é menor de idade.

De acordo com a polícia, as brigas eram referentes ao cartão de aposentadoria de Vicente que recebia um pouco mais de três mil reais e, como ele é alcoólatra, gastava todo dinheiro em bebidas, já Elenice, que estava sempre em poder do cartão, utilizava-o para o sustento da família. O que acarretava as brigas constantes pelo poder dos bens materiais.

Na quinta-feira passada,  2,  nossa equipe de reportagem flagrou a chegada na delegacia de Vicente , acusado de baderna, e Elenice, ainda machucada esteve também na delegacia. Como só foi acusado de baderna, Vicente foi ouvido e liberado. Após a morte de Elenice e acusações da família de que a causa da morte pode ter sido por espancamento do marido, Vicente foi preso novamente no final de semana. O corpo de Elenice Monteiro está no Instituto Medico Legal (IML), em São Luís, onde será periciado para esclarecer as causas da morte.
 

Maria Elenice Monteiro (ainda viva)  e o acusado Vicente de
 Paiva sendo preso dias antes da morte da mulher