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20/12/2011 12h15

Polícia diz que número de roubos e assaltos foi muito maior do que nos anos anteriores durante os três dias de folia em Santa Inês

Apesar da grande quantidade de seguranças particulares, colocados à disposição pelos organizadores, e da participação efetiva das polícias Militar, Civil e Rodoviária, foi registrado um número considerável de furtos, roubos e porte ilegal de armas de fogo nas proximidades do local onde estava sendo realizado o Santa Inês Folia, na Avenida Castelo Branco. As ações dos bandidos superaram em muito, diz a polícia, a quantidade de crimes cometidos nos anos anteriores.

Foram registrados entre outros crimes, um assalto seguido de sequestro, três camionetas, sendo duas Hilux e uma L200 foram levadas pelos bandidos, dezenas de celulares foram roubados, jóias foram tomadas, e até carteiras com dinheiro foram levadas de alguns foliões. Os donos de uma Hilux e da L 200 disseram que haviam estacionado seus veículos nas proximidades da Avenida Castelo Branco (onde estava sendo realizado a festa) para participar da folia e, ao retornarem para o local onde foram deixados os mesmos, não foram mais encontrados.

Por outro lado, foram também registradas a apreensão de armas de fogo, ocorrências de embriaguez, baderna e casos de violência contra mulher (Lei Maria da Penha), tráficos de entorpecentes e um grande volume de pequenos roubos que ainda não foram contabilizados, mas que de acordo com a polícia, é bastante considerável. Segundo a polícia muitos casos não foram registrados pelas vítimas que preferiram não registrar boletim de ocorrência, o que impossibilita na identificação dos bandidos que cometeram várias ações delituosas.

O grande fluxo de pessoas que vem de outras cidades para participar do carnaval fora de época, acaba por atrair os bandidos que também saem das cidades circunvizinhas e até vêm de outros estados para praticarem os crimes. “Quanto mais vítimas aparecerem na delegacia e confirmar os traços físicos dos acusados dos crimes, maior é a chance que temos de capturá-los e tirá-los de circulação”, lembrou um agente policial ouvido pela reportagem do AGORA.