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05/11/2011 12h07 - Atualizada em 05/11/2011 13h13

Quadrilha do interior do MA é presa no Amapá

Quadrilha foi apresentada após a apreensão

Após um mês de investigações, Policiais Civis e Militares prenderam na cidade de Macapá-AP, quatro maranhenses que foram autuados por fraude e formação de quadrilha. De acordo com a polícia, eles estavam clonando cartões de crédito em agencias do Banco do Brasil e Bradesco em Macapá. Para praticar o crime era utilizado um instrumento chamado de “chupa cabras”.

O quarteto foi preso, no bairro Nova Esperança, dentro de um quarto de hotel, localizado no centro da cidade, na Avenida Padre Júlio Maria Lombardi. Com os suspeitos foram apreendidos R$ 6 mil em dinheiro, 30 cartões de crédito clonados, leitores de cartões, notebook, e o “chupa cabra”.

Segundo a polícia, o grupo é do Maranhão e conhece bem equipamentos eletrônicos. Eles estavam sendo comandados por Jorge Luiz de Freitas, 28 anos, de Santa Luzia (MA), Sandro Mo’neth do Nascimento, 43 anos, Jean da Paz, 37 anos, de Bacabal (MA), e José Augusto dos Santos, 40 anos.

O dinheiro era retirado dos caixas eletrônicos. Após os clientes passarem os cartões, eles clonavam os cartões com as informações capturadas pelo “chupa-cabras” e realizavam saques nas contas dos titulares. Com o dinheiro, segundo a polícia, eles realizavam compras de diversos produtos no centro da capital, trazendo-os para revendê-los aqui no Estado do Maranhão, onde eram negociados abaixo do preço.

Segundo investigações policiais, a quadrilha já esteve no Estado do Amapá, meses antes, para estudar como e onde poderiam aplicar os golpes. Quando foram presos, acredita-se que a quadrilha já havia roubado cerca de R$ 40 mil de correntistas.

Um delegado  chegou a relatar que os bandidos retiraram cerca de 40 mil reais de clientes do Bradesco em Macapá e Santana. Uma das vítimas é uma senhora de 70 anos de idade. A anciã relatou em depoimento que em apenas um dia os bandidos fizeram 11 saques de R$ 600, cada um em sua conta. Os suspeitos, após prestarem depoimento, foram conduzidos para a penitenciária.