30/03/2011 12h10
Réu sai algemado da Câmara Municipal no último dia de Júri Popular
O último júri popular da temporada, realizado na manhã de ontem, terça-feira 29, na Câmara Municipal de Santa Inês, presidido pela juíza Larissa Tupinambá, acabou em condenação do réu. Estava sendo julgado Geovane Silva Machado, mais conhecido como “Geó”. Ele foi condenado a doze anos e meio de prisão por ter cometido homicídio contra Everaldo Monteiro Nery Freire, fato ocorrido no dia 06 de maio de 2007. “Geó” saiu do júri algemado, devido ao fato do mesmo já ser acusado de um outro assassinato ocorrido em fevereiro deste ano, tendo como vítima Cícero Werberth Lobo, conhecido como “Neguinho” de 38 anos, em razão do que, a juíza Larissa Tupinambá decidiu pela prisão imediata do réu, muito embora o advogado do mesmo, Irandy Garcia, tenha informado que hoje, quarta-feira, entrará com um pedido de hábeas corpus a favor de seu cliente.
CRIME
Conforme apurado pela justiça, no dia anterior ao crime cometido por “Geó”, teria havido uma confusão generalizada envolvendo diversos familiares do acusado e da vitima. A briga teria sido em virtude de uma provocação partida de João Batista, irmão do acusado, que teria saído de um circo que estava na Vila Militar e passado a mão nas nádegas de Elenice, irmã da vítima.
O crime aconteceu por volta das 15h30 do dia 6 de maio daquele ano, quando o “Geó” ingeria bebida alcoólica e jogava sinuca em um bar localizado na Rua Nunes Freire, Vila Militar, ocasião em que o indivíduo Julio Iglesias Pinho percebeu que a vitima transitava pela rua do bar e avisou ao “Geó” sobre a passagem da vitima com a seguinte frase: “Lá está quem tu disse que ia pegar”, apontando na direção de Everaldo. No momento, segundo testemunhas, “Geó” soltou o taco de sinuca, e como é deficiente físico de uma das pernas, tendo dificuldades de locomoção, pegou uma bicicleta e de posse de uma faca saiu ao encontro da vítima que caminhava sem desconfiar que estava sendo perseguido.
“Geó” desferiu um golpe de faca nas costas de Everaldo sem que o mesmo pudesse esboçar qualquer tipo de reação de defesa. Logo após o golpe, a vitima correu em direção a um bar gritando: “Ele me furou, o homem vai me pegar!”, neste momento passava um mototaxista que segundo testemunhas, o dono do bar pediu para que levasse Everaldo para o Hospital Tomaz Martins, sendo que Geó ainda tentou alcançá-lo correndo, mas, não conseguiu devido à sua deficiência física. A vítima não resistiu aos ferimentos e morreu antes de dar entrada no hospital.