08/09/2011 16h44
Revolta marca sepultamento de homossexual em Zé Doca
Aterrorizantes assassinatos têm deixado a população do município de Zé Doca assustada e ao mesmo tempo revoltada pela forma como eles têm acontecido. São índices alarmantes de crimes no município vizinho que dão uma impressão de uma cidade sem lei, onde quem manda é o mais perverso, o mais desumano.
Para uma pacata cidade de 50 mil habitantes, é inaceitável que todos os meses manchetes de jornais estampem casos horripilantes, tipo: “Mulher é estrangulada e enterrada de cabeça para baixo em cova rasa”, como aconteceu com a vendedora Geane Sousa de Jesus, 27 anos, morta no dia 19 de julho deste ano. Antes, porém, em maio tivemos casos seguidos: dias 13, 14 e 15 daquele mês. Dia 13, um jovem (20 anos) morreu esfaqueado. Dia 14, o homem que matara o jovem também foi assassinado, ou seja, matou na sexta e morreu no sábado. Dia 15 de maio, outro assassinato. Em soma: três mortes em três dias.
Antonio Magno
Dia 28 do mês passado (agosto), outro caso que ficará marcado na memória da população aconteceu em Zé Doca. Desta feita, a vítima foi Antonio Magno Gama, 35 anos, que morreu no último dia 5 em um hospital em São Luís. Consta que Antonio Magno foi agredido e teve um cabo de vassoura introduzido no ânus.
Segundo informações, a vítima, que é homossexual e filho de um empresário da cidade, havia saído para se divertir com cinco jovens, todos de famílias de classe média do município, entre eles Danilo Sampaio de Oliveira, de 18 anos, que, segundo a própria vítima teria informado, foi a pessoa que lhe teria introduzido o cabo de vassoura.
Ainda segundo informações, Antonio Magno teria se embriagado e sido levado para um quarto, onde foi colocado num colchão. Danilo de Oliveira teria estado com Antonio Magno dentro do quarto. Ao acordar, Antonio Magno foi para casa queixando-se para os familiares de dores no abdômen, como as dores eram muito fortes, foi levado e internado em São Luís, vindo a falecer na madrugada do último dia 5, por infecção generalizada.
O delegado da 8ª Delegacia de Zé Doca. Dr. Balby, abriu inquérito por estupro seguido de morte e começou a ouvir as testemunhas esta semana. Ele, inclusive, já pediu a prisão preventiva de Danilo Sampaio, que se encontra foragido.
A população de Zé Doca está inconformada e pede justiça para o caso. Segundo consta, um irmão de Antonio Magno também foi executado em Zé Doca, em 1990.
O corpo de Antonio Magno foi velado na residência da família, na Avenida Stanley Fortes Batista, e sepultado na última terça-feira (6).